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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 186

Capítulo 186 — Família é sangue

Noah Blake

Preciso dizer que esse jantar não me agrada. Gosto do meu tio, mas sei bem como ele pode ser desagradável quando quer. E com a Juliet, com toda a certeza ele vai querer.

Só que a Ju insistiu nisso e, com tudo o que vem acontecendo, quanto menos desconforto eu tiver com a minha mulher, melhor. Jenny saiu do hospital, ela e o bebê estão bem, e Declan amanhã volta para a empresa. O que para mim é um alívio duplo: por ela e por saber que vou ter meu braço direito de volta. A Juliet é ótima no que faz e me ajuda muito, mas o Reed faz muita falta.

Saí do banho e liguei para o Declan. Preciso que ele dê uma lida em um dos contratos da reunião de amanhã.

— Blake.

— E aí? Como está a Jen?

— Bem, ela dormiu um pouco.

— Que bom. Preciso que avalie o contrato que te mandei.

— Já estou fazendo isso. Aproveitei que minha pequena está descansando.

— E para amanhã, tudo certo?

— Está sim. Diva vai ficar com ela para mim, e a Cece também se ofereceu.

— Perfeito. — respondi.

— E você? Quais são as expectativas para hoje?

— As piores. — fui sincero, eu não conseguiria esconder isso do Reed.

— Eu imaginava. Mas você é a porra do Noah Blake. Está na sua casa, com a sua mulher e seus filhos. Deixa isso claro para seu tio; já está na hora de ele entender que você tem uma vida.

— Vou dar o meu melhor.

— Não, cara… O seu melhor não. Faz acontecer.

Sorri para suas palavras.

— Ok, farei acontecer.

— É isso aí, irmão. E se precisar que eu vá até aí para te ajudar nisso, é só chamar.

— Cuida da sua mulher, irmão. E não se preocupe, eu demorei para formar uma família, para sentir que eu merecia ser feliz. E não vou permitir ninguém me tirar isso.

— E tô contigo, sabe disso.

— Eu sei.

Encerrei a ligação, terminei de me arrumar e segui para a sala.

— Eu sei, penso dessa forma também. — Ouvi que Juliet conversava com alguém assim que me aproximei.

— Mas garanto: se for ele, hoje a gente pega o cretino. — Taylor disse.

— Que cretino? — perguntei me aproximando. Meus olhos varreram as duas e depois pararam na Ju. — Estou esperando uma resposta, Juliet. Quem é o cretino que vocês duas esperam pegar hoje?

— Hã… é… — ela gaguejou e arqueei uma sobrancelha para ela.

— Senhor Blake. — a voz de Ava chamou nossa atenção. — Seu tio e sua prima chegaram. Autorizei a entrada. — ela nos avisou.

— Obrigada, Ava. — Olhei de canto de olho e vi Juliet soltar o ar. Ia deixar essa conversa das duas de lado por enquanto. Mas, mais tarde, farei minha mulher me falar sobre o “cretino”.

As crianças entraram na sala com Cece. Laurinha veio correndo até mim, a peguei no colo.

— Papai, o seu titio já chegou? — minha princesa perguntou, e antes que eu respondesse a porta do elevador abriu. Caminhei em direção a ele com Laurinha ainda em meu colo, Juliet pegou a mão de Heitor e seguiu ao meu lado.

— Tio Natanael. — cumprimentei assim que ele entrou na sala.

Meu tio caminhou com aquela postura de quem é dono do lugar, o terno impecável e o olhar crítico varrendo minha casa. Logo atrás, Marcela entrou, usando um vestido vermelho que deixava pouco para a imaginação e que definitivamente não era apropriado para um jantar em família.

— Noah. — meu tio apertou minha mão com firmeza, mas sem calor. — Finalmente um tempo para a família.

— Olá, priminho. — Marcela se aproximou, ignorando completamente minha filha em meu colo e Juliet ao meu lado, e me deu um beijo no rosto, demorando os lábios perto do meu ouvido. — Senti sua falta.

Dei um passo para trás, me desvencilhando.

— Marcela. — cumprimentei seco, e imediatamente passei o braço pela cintura da Juliet, trazendo-a para perto. — Se lembra da minha mulher, Juliet. E esta é Taylor Laurent, noiva do Dominic e nossa amiga.

Taylor se remexeu com o título; já havia se tornado uma piada interna chamá-la assim. Enquanto ela se apresentava como namorada, Dom deixava claro a todos que ela era sua noiva, isso sem fazer pedido algum.

Meu tio olhou para Juliet com um sorriso que não chegava aos olhos.

— Ah, então essa é... a namorada.

— Noiva. — corrigi imediatamente. — E mãe dos meus filhos.

Senti Ju se estremecer ao meu lado. Assim como Dom, eu também não havia feito o pedido… mas isso mudaria em breve.

— Detalhes. — ele dispensou com um gesto de mão, depois olhou para Taylor com desdém. — E a agregada. Costello tem gostos... peculiares.

— Prazer em conhecê-lo também, senhor Blake. — Taylor respondeu com um sorriso que mostrava todos os dentes, mas nenhuma simpatia. — E sobre o Dominic, o gosto dele é exigente mesmo. Ele prefere pilotar um furacão a passear de pônei. Digamos que ele gosta de mulher que tem voz, e não de enfeite de mesa que só serve para pegar poeira na estante.

Ouvi Marcela soltar um som de indignação, mas decidi ignorar.

— Vamos para a mesa? O jantar está servido. — Juliet sugeriu, com a classe de uma rainha, ignorando as alfinetadas.

Sentamos à mesa. Eu na ponta, Juliet à minha direita e Taylor ao lado dela. Natanael sentou-se à minha esquerda e Marcela ao lado dele, ficando de frente para a Ju. Minha mulher achou melhor deixar as crianças jantarem com a Cece e Ava na cozinha, e para ser sincero, também achei.

O clima estava pesado desde a entrada. Marcela não parava de me encarar, mexendo no cabelo e fazendo comentários sugestivos sobre "os velhos tempos".

— Lembra daquela viagem para Aspen, Noah? — ela disse, bebericando o vinho. — Nós ficamos naquela cabana isolada... só nós dois e a lareira. Foi inesquecível.

Senti Juliet tencionar ao meu lado. Coloquei minha mão sobre a dela por cima da mesa.

— Lembro que fui para trabalhar, Marcela. E que você foi porque meu tio insistiu que não ficasse sozinha no Natal. — respondi frio.

— Ah, mas você sabe como nos divertimos. — ela insistiu, com um sorriso malicioso direcionado à Juliet. — Noah sempre foi muito... intenso. Imagino se ele ainda mantém aquele vigor todo agora que brinca de papai e mamãe.

— Pode apostar que mantém. — Taylor respondeu antes que eu pudesse abrir a boca, servindo-se de água. — E pelo sorriso da Juliet toda manhã, diria que o vigor só aumentou. Mas sabe como é, né, querida? Alguns homens reservam o melhor para as mulheres da vida deles, não para os passatempos de fim de semana, ou subs de contrato.

Taylor concluiu com aquele sorriso debochado dela, Ju ria baixo, ela se controlou para não cair no jogo da Marcela, mas não se importou de Tay ter descido para brincar. Já Marcela... ficou vermelha de raiva.

— Quem você pensa que é, garota?

— Alguém que não precisa lembrar o passado para tentar ser relevante no presente. — Taylor piscou para ela.

Meu tio limpou a garganta, irritado.

— Chega. Noah, não vai controlar as companhias da sua mesa?

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