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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 173

Capítulo 173 — Não hoje

Dominic Costello

“Que merda!”

A palavra saiu antes de qualquer pensamento decente.

Eu ainda estava com o celular da Taylor na mão, a foto aberta na tela, e o mundo inteiro pareceu reduzir ao estacionamento do hospital.

Homens. Parados. Dispersos demais para serem visitantes. Alertas demais para serem seguranças comuns. Aquela postura… eu conhecia. Não de filme. De vida.

Minha cabeça fez o caminho rápido que eu precisava evitar, mas não dava para evitar.

Eles estavam aqui.

No mesmo hospital em que Jenny tinha acabado de sair de uma cirurgia.

No mesmo hospital em que nossas mulheres estavam respirando alívio pela primeira vez em horas.

E eu… eu estava com o ombro remendado, metade do corpo funcionando e uma arma que não valia nada se eu demorasse um segundo a mais para decidir.

Taylor deu um passo para mais perto, o rosto duro.

Ela não estava com medo.

Ela estava com raiva.

E isso, nela, é sempre mais perigoso do que pânico. Porque minha Pinscher raivosa não pensa; só age.

Olhei ao redor do quarto. Noah encostado perto da janela, falando baixo com Juliet. Atlas sentado ao lado da Sammy, e Penelope no canto com Chris.

Todo mundo alheio ao que estava acontecendo. Enquanto eu tinha acabado de puxar o ar do ambiente.

Taylor me chamou, seca:

— Dominic. — Levantei os olhos para ela. — Não diz nada. Eu já vi essa cara. Você vai fazer alguma idiotice.

Eu respirei fundo e devolvi o celular para ela, com cuidado, como se a tela ainda queimasse.

— Eu vou fazer uma coisa inteligente. Rápida. E você vai ficar aqui.

— Não vou.

Claro.

A “pinscher” não faz obediência por esporte.

— Você vai. — minha voz saiu baixa, firme. Eu não gritei. Eu não precisava.

Taylor soltou uma risada sem humor.

— Você ainda está ferido.

— Eu sei.

— E mesmo assim quer brincar de herói? É sério isso?

— Eu quero impedir que eles encostem um dedo em alguém aqui dentro. — fechei a distância. — E você, amor… você quer ir lá fora porque está com raiva. Não porque é necessário.

Ela apertou o maxilar.

— Você acha que eu não consigo me defender?

— Eu sei que consegue. — falei sem hesitar. Odiava admitir isso, mas minha mulher era ligeira. — E é exatamente por isso que você fica. Porque você iria quebrar o plano para quebrar um deles.

Taylor me encarou como se calculasse a melhor forma de me matar sem deixar marcas.

— Dominic, eu não vou ficar dentro de um quarto esperando você ser rendido em um estacionamento.

— Então não me dá esse cenário. — respondi, e fiz sinal com a cabeça para o Chris. Ele beijou a Penelope e caminhou até mim. Noah percebeu o movimento e se aproximou também.

Chris olhou a tela rapidamente quando Taylor virou o aparelho para ele.

— Que isso? — perguntou confuso.

— Adam mandou para ela. Segundo ele, são homens do tal Drácula. — respondi.

— Filhos da puta… — ele murmurou.

— Exatamente. — eu disse. — E a gente não vai correr feito amador.

Taylor cruzou os braços.

— O que você vai fazer?

— Primeiro, ninguém entra em pânico. — Olhei de relance para o corredor. — Segundo, a gente não espalha isso aqui dentro. Jenny está voltando para o quarto, e Declan não pode surtar agora.

Chris assentiu. Noah fez o mesmo, mas eu vi a tensão no pescoço dele.

Taylor não assentiu.

Taylor nunca assente antes de brigar.

— Você vai descer? — Noah perguntou.

— Vamos eu e ele. — apontei com o queixo para o Chris.

— E eu. — Taylor disse.

— Você não vai.

Ela abriu a boca para explodir, mas eu cortei, frio:

— Taylor, se você descer, você vira alvo. Se você vira alvo, eu perco a cabeça. Se eu perco a cabeça, alguém aqui corre riscos. Quer brincar de cadeia de consequência? Porque eu posso continuar. Não me faz te lembrar o que aconteceu na sua corrida lá no clube.

Ela ficou imóvel. Irritada. Mas imóvel.

Chris soltou um meio sorriso, aquele tipo que não tem humor nenhum.

— Ela vai descer, Dom. Você sabe que vai.

Eu olhei para ele.

— Não. Eu sei como segurar a minha mulher.

Taylor me deu um olhar assassino.

— Segurar? Eu não sou seu cachorro. — ela rebateu.

— Hoje você é meu bom senso. — eu respondi, sem tirar os olhos dela. — E eu estou pedindo.

Pedir, comigo, é raro.

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