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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 13

Juliet Pierce

Decepção…

Acho que essa palavra definiria bem o que estou sentindo agora.

Isso não poderia me afetar, afinal Noah não é o primeiro e tenho certeza de que não vai ser o último a me rejeitar em uma entrevista por ser mãe.

Assim que cheguei ao hall do prédio, Jenny veio até mim.

— Juliet… — Ela disse afobada. — O que faz aqui? O senhor Blake não ia com você até o RH?

Me endireitei, forcei um sorriso.

— Infelizmente meu perfil não se encaixa na vaga.

— Como assim? O senhor Blake pareceu tão convencido de que era.

— Mas no final descobrimos que não.

— Que pena… — ela disse com uma certa tristeza na voz.

Peguei em sua mão com carinho.

— Jenny, te agradeço muito por ter me ajudado.

— Não foi nada, de verdade, eu estava feliz que tinha conseguido o emprego.

— Eu também — respondi.

— Será que não tem possibilidade de negociação? Você disse que precisava…

Soltei um suspiro antes de responder.

— E preciso… mas infelizmente não sou a pessoa ideal para a vaga.

— Poxa, fiquei triste por isso. Achei que havia ganhado uma companhia para os almoços.

Nós duas rimos.

— Quem sabe eu não consiga um emprego aqui perto. E nossos almoços sejam garantidos.

Apertei sua mão, em sinal de carinho e agradecimento.

— Foi um prazer, Jenny. — Me aproximei dela. — Meu número está na minha ficha, quando estiver entediada no seu almoço me manda uma mensagem. — Empurrei o ombro dela com o meu, depois a dei uma piscadinha.

— Pode deixar, Juliet, e obrigada.

Nos despedimos, saí do prédio e caminhei até o metrô no automático. Como se meu corpo conhecesse de cor o caminho e nem precisasse de comandos, pois sabia bem o que fazer.

A viagem de volta foi um fardo pesado e sufocante. Cada estação, uma pontada de decepção. Tentei me perder na paisagem da janela, mas minha mente insistia em reviver a cena.

Tentava separar o senhor Noah, que me fez sentir viva novamente com seu toque e sua atenção, do senhor Blake, o CEO preconceituoso que me rejeitou só por ser mãe. A dualidade dos dois me sufocava, e parecia que meu coração ia explodir a qualquer momento.

Desci na estação do Brooklyn e fiz o caminho para minha casa. Comecei a atravessar a rua, senti meu celular vibrar e parei por um instante para pegá-lo na bolsa, o semáforo abriu e eu nem mesmo percebi.

Distraída, não ouvi o carro que se aproximava.

— JU!! — Alguém gritou, mas antes que eu pudesse agir, senti dois braços fortes se envolvendo em mim e me puxando. Ele tentou me proteger com o corpo, mas acabamos caindo no chão, eu batendo a cabeça e ele ficando por cima de mim.

— Você tá bem? Não consegui segurar meu peso, eu te machuquei? — O desespero na voz dele era claro. Por um instante, fiquei paralisada, processando o que tinha acontecido. Era tão surreal que parecia um sonho.

Ele passou a mão no meu rosto com uma delicadeza que não combinava com a força de antes.

— Ju, fala comigo. Você bateu a cabeça? Tá sentindo alguma coisa? — Seus olhos cor de mel refletiam uma preocupação avassaladora, e me senti perdida neles.

— Ju!!! — A voz de Oliver, vinda de algum lugar distante, me trouxe de volta.

— Eu… eu tô bem, Chris… — minha voz saiu em um sussurro.

Ele saiu de cima de mim, as pessoas começaram a se aglomerar ao nosso redor e Oliver se abaixou ao meu lado.

— Linda, como você está? Tá machucada? — Oliver perguntou preocupado.

— Estou bem, querido. — Dei um sorriso para ele, depois virei para o Chris. — Graças ao seu irmão. — Ele prendeu os olhos nos meus por alguns segundos a mais do que deveria.

— Você está sangrando… — Oliver disse apontando para meu braço.

— Droga! — xinguei. Com o calor que está fazendo, acabei tirando o blazer. Se jogar no asfalto quente, com os braços expostos, só resultaria em um ferimento.

— Vamos até a farmácia cuidar disso. — Chris disse em um tom autoritário.

— Tá tudo bem, eu cuido disso em casa.

— Não, iremos à farmácia e está decidido. — Ele retrucou mantendo seu tom.

— Agradeço, Christopher, mas realmente não é… — Antes de terminar, ele passou os braços por debaixo dos meus joelhos e me pegou no colo.

— O que é isso? — perguntei irritada, e Oliver riu.

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