Os quatro estavam finalmente posicionados.
Dois noivos.
Duas noivas.
Quatro corações acelerados, quatro futuros entrelaçados, uma fazenda inteira segurando o ar.
O celebrante respirou fundo, abrindo um sorriso.
A música continuava como se tivesse sido costurada à respiração deles.
Suave. Profunda. Intensa.
Os convidados estavam completamente entregues àquele momento, alguns enxugando discretamente lágrimas, outros sorrindo largo, todos com o mesmo pensamento silencioso:
Era impossível estar ali e não acreditar no amor.
O celebrante esperou a última nota antes de falar. Sua voz saiu calma, grave, como uma benção antiga.
— Hoje não celebramos apenas dois casamentos — disse, olhando para os quatro à frente. — Celebramos duas histórias que se cruzaram, cresceram, se desafiaram e se transformaram. Celebramos amor, parceria, coragem… e a promessa do que está por vir.
Maurício apertou a mão de Catarina. Taylor entrelaçou os dedos com os de Lila.
O celebrante continuou:
— Antes de declararmos algo diante da lei e das testemunhas aqui presentes, vamos declarar diante do coração. Vamos selar com palavras aquilo que já foi escrito em gestos, memórias e escolhas.
Silêncio. Aquele silêncio cheio de expectativa. Daqueles que fazem o tempo parar e a garganta travar.
O celebrante sorriu.
— Começaremos com vocês, Catarina e Maurício.
Catarina respirou fundo, não um suspiro nervoso, mas aquele tipo de respiração que antecede um salto sem medo. Ela soltou a mão dele apenas para pegar o papel dobrado que guardava desde a manhã. Mas quando o abriu… riu.
— Está tudo borrado. — murmurou, mostrando as letras deformadas por lágrimas antigas.
Maurício ergueu uma sobrancelha.
— Planejou meu fim literário?
— Não. — ela respondeu, sem desviar os olhos dele. — Planejei me esconder atrás de palavras porque achei que, olhando pra você, eu ia travar.
Ela respirou. E então começou, sem ler, sem roteiro, sem medo:
— Maurício… quando eu te conheci, eu era uma tempestade tentando provar que não precisava de abrigo. — A voz dela era forte, estável. — Eu já tinha sobrevivido a muita coisa. Eu já tinha fechado portas, construído muros, erguido barreiras. E você… você foi o idiota teimoso que decidiu bater em todas elas até que eu abrisse.
Alguns convidados riram baixinho.
Ela continuou:

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