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Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário romance Capítulo 297

Seis meses passaram rápido demais quando se media o tempo em mamadas, choros, primeiras risadas e noites maldormidas.

A fazenda, que já tinha virado cenário de casamento, parto e surto coletivo, agora respirava numa cadência nova: a dos gêmeos. Tudo girava em torno de Luna e Lucas. Horário das refeições? Em função das sonecas. Reunião de família? Em volta do tapetinho de atividades na sala. Até o galo parecia cantar mais baixo quando um dos dois finalmente pegava no sono.

Fiorella e Magnólia decidiram, obviamente, que aquele era o melhor lugar do mundo para passar uma semana.

Quando chegaram, foi basicamente um sequestro dos bebês.

Lila mal teve tempo de dizer “oi” antes de ver Luna desaparecer no colo de Magnólia e Lucas ser envolvido pelos braços perfumados de Fiorella.

— Minha nossa — Magnolia murmurou, com Luna aninhada contra o peito, aquelas mãozinhas gordinhas agarradas no seu colar. — Olha essas bochechas… isso aqui não é um bebê, é um pão italiano bem sovado.

Lila riu, exausta e orgulhosa.

— Se você apertar muito, ela morde. — avisou. — Puxou ao pai.

Taylor fingiu que não ouviu enquanto recebia um olhar avaliador de Fiorella.

— E esse aqui… — Fiorella analisou Lucas, que sorria pra ela como se já soubesse usar charme. — Esse aqui vai ser problema. Tem o sorriso do pai… e o olhar da mãe. Vai ter fila de menina nessa fazenda.

Lila suspirou, já aflita pelo futuro.

— Não me lembra disso agora, nonna, que eu ainda tô tentando sobreviver ao presente.

Os dias com as duas foram um festival de risadas, fotos, receitas novas e exageros. Magnolia fazia questão de narrar tudo como se estivesse apresentando um programa de TV.

— Estamos aqui, diretamente da fazenda mais fértil dos Estados Unidos — dizia, com Luna no colo e um laço enorme na cabeça da neta — com dois bebês lindos, uma grávida fresquinha e um bando de homens emocionais tentando fingir que têm controle de alguma coisa.

Foi justamente nessa semana que Catarina, resolveu fazer o exame para confirmar o sexo do seu bebe. E como já previsto, era uma menina. A pequena Amélia, uma homenagem a avó de Mauricio.

Maurício quase caiu para trás quando ouviu.

— Menina? — ele repetiu, branco. — Menina… menina?? Com esse mundo cheio de macho folgado? Com esses peão aqui? Com o Taylor de cunhado dando péssimos exemplos?

Magnolia bateu palmas, radiante.

— Uma princesinha! Eu sabia! Eu sonhei com um laço rosa gigante!

Fiorella se derreteu na hora, abraçando Catarina com cuidado.

— Mais uma pra dominar o mundo. Do jeito que eu gosto.

Taylor, por sua vez, ergueu os braços pro céu, vitorioso.

— Eu disse, porra! — comemorou, abraçando o cunhado pela cabeça. — Bem-vindo ao clube dos pais de menina, peão. A partir de agora, você nunca mais vai dormir tranquilo.

— Eu já não durmo tranquilo! — protestou Maurício. — Agora eu não vou é respirar!

Tomás, sentado na varanda com um copo de café, completou:

— Relaxa, Maurício. É simples. Você só precisa lidar com a ideia de que, em alguns anos, um moleque vai aparecer aqui chamando você de “sogrão”. Nada demais.

Maurício virou o rosto devagar.

— Você quer morrer hoje ou amanhã, Tomás?

As duas avós, porém, estavam no auge da alegria. Entre um colo e outro, Magnolia chorou de novo ao ver os quatro juntos: Lila com os gêmeos e Catarina com a mão na barriga de quase oito meses.

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