O quarto estava mergulhado em um silêncio quase reverente, o tipo de silêncio que amplifica cada som mínimo. O ranger discreto da cama sob o peso dos corpos, o roçar do tecido contra a pele, a respiração entrecortada que se misturava e preenchia todo o espaço. Era como se o mundo lá fora tivesse desaparecido, e restasse apenas o calor que se acumulava entre eles.
Taylor a tinha aninhada em seus braços, de conchinha, o corpo grande colado ao dela em um encaixe perfeito, como se tivessem sido feitos sob medida. Seu braço forte a prendia pela cintura, um gesto protetor e ao mesmo tempo possessivo, enquanto a mão dele se aventurava sob a barra da camiseta larga que ela usava. Os dedos grandes apertavam o seio de Lila em um ritmo lento, quase preguiçoso, mas cada movimento carregava uma malícia estudada, uma provocação calculada que a fazia perder o ar. Era cruel e delicioso ao mesmo tempo.
— Você é tão quente aqui… — ele murmurou contra a nuca dela, com a voz grave, arrastada, carregada de desejo. O som reverberou contra a pele dela, como se cada palavra se transformasse em vibração quente.
Lila gemeu baixinho, com os lábios entreabertos, o corpo inteiro reagindo. Arqueou-se contra ele, incapaz de se conter.
— Taylor… para… — tentou suplicar, mas sua voz soava fraca, falha, quase um convite disfarçado.
Ele riu baixinho, aquele riso rouco que mais parecia um trovão contido. A barba por fazer roçou a pele sensível do pescoço dela, arrancando-lhe um arrepio involuntário.
— Parar? — repetiu, provocador, deslizando o polegar lentamente sobre o mamilo rígido, arrancando-lhe outro arfar desesperado. — Seu corpo tá me dizendo exatamente o contrário, princesa.
Enquanto falava, a mão começou a descer com uma calma quase cruel. Passou pelo ventre delicado dela, traçando círculos preguiçosos, lentos, que a faziam estremecer a cada segundo. Lila segurou o braço dele, mas sem força, como se o gesto fosse apenas simbólico, um protesto que não tinha intenção real de impedi-lo. Seus quadris, porém, já se moviam de leve contra a mão dele, denunciando o quanto ansiava pelo toque.
— Cowboy… — gemeu, mordendo o lábio com tanta força que quase doeu.
Taylor sorriu contra o ombro dela, o tom da voz carregado de malícia e provocação:
— Sabe pra onde minha mão vai agora?
— Não… — ela tentou negar, mas o som saiu falho, entrecortado pelo desejo que a dominava.
— Vai sim, princesa. — ele sussurrou, sua boca tão próxima da orelha dela que o ar quente da respiração a fez arrepiar inteira. Os dedos já se infiltravam pelo cós do shortinho. — Porque eu quero sentir você aqui embaixo.
O coração de Lila disparou quando sentiu a palma quente deslizar para dentro da peça de roupa. O toque direto sobre a calcinha fina foi avassalador. Ela gemeu alto, sem conseguir mais se conter.
— Taylor!
— Shhh… — ele riu, beijando-lhe a orelha com ternura possessiva. — Fica quietinha. Só deixa eu cuidar de você.
Os dedos dele começaram a se mover devagar, pressionando sobre o tecido já úmido, em movimentos lentos, calculados. Ela fechou os olhos, o corpo inteiro tremendo de expectativa, e se agarrou ao braço dele como se fosse sua única âncora.
— Tá molhadinha pra mim, princesa… — ele murmurou, cada palavra carregada de desejo, os dedos desenhando provocações sobre o ponto mais sensível. — Não adianta fingir que não gosta.
— Seu tarado… — ela arfou, mordendo o lábio até quase sentir o gosto metálico. — Você vai me deixar louca.
Taylor riu baixo, um som carregado de malícia, enquanto mordiscava de leve a pele macia do pescoço dela.
— Esse é o plano.
E assim, a mão dele explorava cada centímetro sob o shortinho, sem pressa, enquanto a respiração de Lila se tornava cada vez mais entrecortada. O corpo dela se entregava completamente às carícias firmes e lentas do cowboy que, mesmo laçado de amor, sabia exatamente como conduzir o desejo dela até o limite.

VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário