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Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário romance Capítulo 286

Após o clímax que os deixou exaustos e colados um ao outro, o quarto ficou em silêncio, mas não era um silêncio vazio.

Era um silêncio cheio.

Cheio de respiração acelerada.

Cheio de pele quente roçando pele quente.

Cheio de tudo que não cabia em palavras.

Os lençóis estavam bagunçados sob eles, testemunhas enrugadas de um reencontro que não foi só físico, foi visceral. Foi corpo, memória, promessa e fome acumulada por dias demais.

O ar carregava o cheiro de sexo, suor e lavanda, um perfume íntimo, territorial, quase animal. Um convite e um lembrete: Eles pertenciam um ao outro.

Lila estava de costas para ele, com as pernas ainda tremendo levemente de prazer, a respiração oscilando entre risos silenciosos e suspiros longos demais para serem controlados. O corpo dela parecia elétrico, cada centímetro vivo, aceso, desperto.

O coração dela batia rápido, sim… mas não só pelo que tinha acabado de acontecer. Era pelo fato de que aquele homem estava ali de volta finalmente.

As mãos grandes de Taylor envolviam a cintura dela, espalhando calor, segurança e uma sensação de posse que não era controle, era lar.

Ele beijava a nuca dela devagar, como quem escreve poesia com a boca. O toque era lento, constante, reverente, como se ele quisesse memorizar o cheiro, o gosto, o formato da alma dela.

— Eu senti tanta falta disso… — ele murmurou, com a voz grave, arranhada, ainda embriagada do pós-gozo.

Ela sorriu, um sorriso que ele não viu, mas sentiu. A respiração dela se estabilizava aos poucos, até que, de repente, algo mudou.

Bem ali, entre eles. Um movimento suave, sutil, quase uma borboleta batendo asas… depois outro… e outro, mais forte.

Lila arregalou os olhos. O ar escapou dela num suspiro surpreendido.

E então… ela riu.

Riu como se estivesse descobrindo um segredo.

Riu como quem recebe um presente inesperado.

— Taylor… olha só eles! — disse com a voz trêmula, sem conseguir controlar o sorriso.

Ela pegou a mão dele, aquela mão enorme que antes segurava sua cintura e guiou-a para a barriga. Pressionou com carinho, com expectativa.

E os bebês responderam.

Chutes suaves. Depois mais firmes. Depois ritmados, como se tivessem opiniões.

Talvez protestos. Ou talvez uma comemoração do caos.

Taylor congelou.

Não só o corpo, o mundo inteiro congelou com ele. O olhar dele se fixou no ventre dela, depois voltou para os olhos da mulher que ele amava e nos dois instantes havia a mesma pergunta silenciosa:

É real?

Isso tá mesmo acontecendo?

Ele se inclinou, quase sem perceber, como se o corpo soubesse antes da mente o que fazer. Virou Lila delicadamente para vê-la melhor. O olhar dele brilhava, não de tesão agora, mas de algo ainda maior.

Era amor, medo, gratidão.

Era aquele tipo de emoção que não cabe em ninguém sem transbordar.

— Meu Deus, amor… — ele murmurou, com a voz embargada. — Eles estão… chutando? Tipo… juntos? Ao mesmo tempo?

Lila assentiu rindo, limpando lágrimas que ela nem percebeu que escorriam.

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