Taylor carregou Lila para dentro da casa com passos firmes, mas controlados, como se cada movimento fosse calculado para não perturbar o equilíbrio perfeito que era ela em seus braços. A porta se fechou atrás deles com um clique suave, isolando-os do mundo lá fora, das risadas, das luzes da fazenda e dos olhares curiosos.
Agora, era só eles.
O ar dentro do quarto principal estava morno, impregnado com o cheiro de lençóis limpos e o leve aroma de lavanda que Lila adorava espalhar pela casa. Ele a depositou na cama com uma delicadeza infinita, as mãos grandes e calejadas deslizando devagar pelas coxas dela, como se estivesse lidando com algo precioso e frágil. A barriga arredondada, agora mais evidente sob a camisa solta, era o centro de sua atenção, ele se inclinou, beijando o ventre com reverência, os lábios quentes roçando a pele exposta onde a roupa subiu um pouco.
— Cuidado com eles, hein? — murmurou contra a pele dela, com a voz rouca, carregada de um afeto que fazia o coração de Lila apertar. Seus olhos azuis ergueram-se para os dela, cheios de uma mistura de desejo e preocupação. — Nada de pressa, amor. Eu cuido de você… de vocês.
Mas Lila não estava para cuidados suaves. Não agora. A saudade acumulada daqueles dias, misturada aos hormônios que a deixavam em chamas constantes, a transformava em algo selvagem, uma força da natureza que não aceitava freios. Seus olhos brilhavam com uma fome primal, as pupilas dilatadas, e antes que ele pudesse se endireitar completamente, ela atacou. As mãos dela voaram para a camisa dele, os dedos ágeis abrindo os botões com uma urgência quase violenta, rasgando um ou dois no processo.
— Taylor… eu preciso de você agora — sussurrou com, a voz entrecortada, rouca de desejo, enquanto puxava o tecido para os lados, expondo o peito largo e musculoso, marcado pelo sol da fazenda.
Ele riu baixo, surpreso, mas o som morreu na garganta quando ela se ergueu nos joelhos, empurrando-o para trás com uma força que o fez cair sentado na beira da cama. Lila não perdeu tempo, montou nele como uma amazona selvagem, as pernas envolvendo a cintura dele, a barriga pressionando contra o abdômen firme. Suas mãos exploravam sem pudor, unhas arranhando levemente a pele das costas, descendo até a calça jeans que ainda o prendia.
— Você me deixou louca esses dias… agora aguenta — provocou, mordendo o lóbulo da orelha dele, os dentes afundando o suficiente para arrancar um gemido grave dele. O corpo dela ardia, o desejo pulsando em cada veia, tornando-a ousada, tarada, enlouquecendo-o com toques que pareciam fogo.
Taylor fechou os olhos por um instante, o autocontrole vacilando sob o assalto dela.
— Lila… devagar, amor… a barriga… — tentou avisar, as mãos indo instintivamente para os quadris dela, segurando com firmeza, mas sem apertar, guiando-a para que o peso não a machucasse. Ele era todo cuidado, mesmo no meio da loucura, ajustando o ângulo, apoiando as costas dela com um braço forte, enquanto a outra mão traçava círculos suaves no ventre, como um lembrete constante da vida que carregavam.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário