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Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário romance Capítulo 282

Enquanto isso, na varanda, a cena tinha tudo para ser apenas mais uma tarde comum na fazenda, mas não era.

Era um espetáculo emocional digno de novela mexicana, série coreana e reality dramático ao mesmo tempo.

A luz do fim da tarde atravessava as árvores como um filtro dourado, mas nem o pôr do sol nem o aroma de café recém-passado conseguiam suavizar a intensidade emocional que dominava o ar.

No centro disso tudo:

Lila.

Sentada no banco da varanda, abraçada a uma almofada como se fosse uma boia de sobrevivência emocional. Catarina estava ao lado, abanando a cunhada com um guardanapo improvisado, como quem tenta impedir uma rainha grávida de entrar em combustão espontânea.

Lila chorava.

Mas não eram lágrimas delicadas.

Não eram lágrimas discretas.

Eram lágrimas de tempestade. Lágrimas dramáticas, com soluços entrecortados, respiração trêmula e pensamentos intensos demais para serem contidos.

Tudo por um motivo simples e devastador:

Gravidez + saudade + ciúmes hormonais + um cowboy longe = colapso sentimental universal.

— Ele devia ficar lá mesmo — ela resmungou, entre um suspiro e outro soluço. — Lá… com aquela ruiva. Aquela palmeira do Ártico super hidratada.

Catarina piscou devagar.

— Palmeira… do Ártico?

— SIM! — Lila continuou, enxugando o rosto com o guardanapo. — Porque nenhuma mulher normal tem cabelo daquele jeito em pleno inverno russo! Aquela mulher deve passar óleo de unicórnio! — fungou — E aquele salto? Em Moscou?? Quem usa salto na neve??? UMA PESSOA QUE NÃO CAI. UMA PESSOA MALDITAMENTE EQUILIBRADA.

Catarina mordeu o lábio para não rir.

— Cunhadinha … ninguém consegue se equilibrar andando no gelo.

— ELA CONSEGUE. — apontou Lila, indignada. — Aposto que anda em cima de uma pista congelada como se estivesse numa passarela da Dior. E o pior — ela levantou o dedo — o pior: aquele sorriso. Aquele sorriso CORDIAL. SIMPÁTICO. COMO SE NÃO SOUBESSE QUE EXISTE UMA NOIVA GRÁVIDA ASSASSINA DO OUTRO LADO DA TELA.

Catarina respirou fundo. Tinha treinado pra isso. Era a guerreira emocional designada.

— Lila…

— O quê? — ela resmungou, dramática.

— Você sabe que Taylor só olha pra você.

Lila hesitou. A boca tentou negar. Os olhos… entregaram.

— Eu sei… — ela murmurou, com a voz embargada. — Mas hoje sentir… dói. Dói porque eu queria ele aqui, Catarina. Eu queria ele sentado aqui. Com aquele rosto irritantemente lindo dele. Com aquela voz que diz “vai ficar tudo bem, princesa” como se ele fosse um calmante em forma humana.

Ela chorou mais um pouco, agora com indignação afetiva.

— Eu queria ele agora. — respirou fundo — Agora, Catarina! Eu queria olhar pra estrada e ver ele descer daquele carro… com aquela cara de… de homem que devia estar aqui me ajudando a lidar com tudo isso!

Catarina acariciou seus cabelos.

— Se ele estivesse aqui — disse com a sabedoria prática de um Remington. — ele estaria sentado comendo pastel, dizendo “vai ficar tudo bem, maluquinha” e… não ajudando em absolutamente nada.

Lila congelou.

Pensou.

Processou.

— Exatamente, sim. Mas eu estaria sentada no colo dele, sentindo o perfume dele, recebendo os beijos dele, ele estaria fazendo carinho na minha barriga, conversando com os nossos filhos, depois ele iria me amar e….

Catarina sorriu e Lila corou.

— Bem… isso tudo.

Nesse exato momento, quase como se o universo tivesse respondido à cena, Maurício e Tomás apareceram na varanda e pararam.

Porque a imagem era irresistível.

Lila encolhida no colo de Catarina, a barriga de gestante ainda pequena, mas já evidente, os olhos inchados, expressão de “traição emocional internacional”, enquanto Catarina a embalava como se fosse um cabritinho sensível e frágil.

Tomás colocou a mão no peito.

— Ahhhh… gravidez. — suspirou dramaticamente. — O único momento da vida em que uma mulher adulta vira um gatinho dramático com excesso de emoções, fome e opinião.

Maurício desviou o olhar para o amigo como se quisesse alertá-lo.

— Não fala muito não — retrucou — Você conhece sua irmã e sabe que os hormônios deixam ela à flor da pele.

Maurício apenas deu tapinhas no ombro dele e seguiu até a varanda.

Quando chegou, escorou no batente da porta com aquela postura de quem está assistindo um documentário animal narrado por David Attenborough.

— Bom… — disse com calma científica — do ponto de vista antropológico, é fascinante observar emoções humanas em estado bruto.

Catarina virou lentamente o rosto para ele e o olhar dela dizia:

"Escolha suas próximas palavras com sabedoria se quiser continuar vivo."

— Tomas... — ela avisou com frieza elegante.

— Oi, irmãzinha.

— Não irrita a grávida. — sussurrou Mauricio.

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