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Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário romance Capítulo 281

Taylor ficou parado encarando a tela preta, com a boca aberta, paralisado como se o universo tivesse acabado de lhe dar um tapa com luva de veludo e escrito IDIOTA em letras maiúsculas na testa.

— Não. — ele murmurou, completamente em choque. — Não, não, não. Ela desligou. Ela desligou NA MINHA CARA.

Havia oito pessoas na sala. Todas começaram a fingir que eram invisíveis.

A intérprete engoliu seco.

O diretor fingiu reorganizar papéis que nem existiam. Alguém tossiu só para parecer ocupado.

Taylor apertou o botão de chamada novamente.

Chamada recusada.

Ele tentou de novo.

Recusada.

Mais uma.

Bloqueada temporariamente.

— NÃO!!! — Taylor sussurrou em pânico, batendo a mão na mesa. — NÃO ME BLOQUEIA, PELO AMOR DE DEUS, MULHER.

A intérprete, com muito medo de existir, tentou ajudar:

— Talvez… você precise… de um minuto?

Ele fechou o laptop com um movimento rápido demais para ser educado.

— Eu preciso de terapia, de oração e de um plano de sobrevivência. — resmungou, já levantando.

Trinta segundos depois, Taylor estava fora da sala, andando apressado pelo corredor do prédio corporativo em Moscou, com o celular no ouvido e a expressão de um homem prestes a ser executado.

Ele discou para Maurício.

Uma.

Duas.

Três vezes.

E nada do cunhado atender. Voltou a caminhar pelo corredor da empresa em passos longos, rápidos, quase militares, como se andar mais rápido fizesse a ligação conectar antes. O terno caro estava desabotoado, a gravata meio torta, o cabelo um caos e o olhar focado como quem está prestes a entrar numa operação de resgate emocional, psicológica e possivelmente física.

Quando o amigo finalmente atendeu, Taylor nem esperou o “alô”. Ele entrou gritando:

— PELO AMOR DE DEUS, ME EXPLICA O QUE TÁ ACONTECENDO NA CABEÇA DA MINHA MULHER!

Maurício piscou diante do volume.

Tomás, sentado ao lado dele na varanda, imediatamente colocou o dedo na boca para mandar silêncio para… ninguém, porque ninguém ali pretendia atrapalhar o show.

— Calma. — Maurício respondeu, já sorrindo. — Me conta o que aconteceu.

Taylor começou a andar em círculos, uma mão segurando o celular, a outra nos cabelos, coisa que ele só fazia quando o cérebro estava oficialmente pegando fogo.

— Eu atendi a chamada, certo? Até aí paz, amor, saudade, tudo bem. A Lila estava linda, radiante, comendo um doce de açúcar igual se aquilo fosse oxigênio. Normal dela. Eu estava feliz.

— Aham.

— Eu estava numa reunião, Maurício. UMA REUNIÃO DIPLOMÁTICA. A intérprete entrou. Só isso. Só entrou. ENTROU. NADA MAIS.

Maurício mordeu o lábio para segurar o riso. E Tomás resolveu se meter na conversa.

— Ela era bonita?

Taylor parou no corredor. Virou lentamente como quem é atingido por um tiro moral.

— Tomás?

— Sim, responde logo cunhado, ela era bonita?

— O QUÊ QUE ISSO IMPORTA?

— Importa, sim. — Tomás afirmou com calma clínica. — Porque Lila está grávida e os hormônios estão a flor da pele, e ver uma mulher bonita ao lado do noivo faz seu cérebro ferver.

— Obrigado pela ajuda seu viado de merda!

— Mas o que foi que finalmente aconteceu? — perguntou Maurício segurando o riso.

— Ela só trouxe um tablet para eu assinar uns documentos. Depois, cumprimentou a Lila cordialmente.

— Ih… cumprimentou a minha irmã? Você está ferrado cunhado!

— CALA A PORRA DA BOCA TOMAS!

Maurício respirou fundo como quem prepara diagnóstico médico:

— E o que você disse para ela?

Taylor parou no meio do corredor.

Abriu os braços como se explicasse para um júri federal.

— Eu disse: “Amor, é só a intérprete.”

Maurício ficou calado.

— Aí ela disse: “Intérprete magra, descansada e com DECOTE?” — Taylor fez aspas no ar, indignado. — Maurício, EU NEM VI DECOTE NENHUM.

Tomás estava chorando de rir.

Maurício tossiu para recuperar a aparência madura.

— Certo. E depois…

Taylor fechou os olhos. Doía só de lembrar.

— Ela disse que eu estava “trancado com uma ruiva russa no escritório. Sendo que tinham OITO pessoas na sala.

Ele ergueu o celular como se pedisse clemência ao universo.

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