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Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário romance Capítulo 280

Minutos antes…

A manhã na fazenda tinha aquela vibração peculiar: um misto de paz rural e caos logístico pré-casamento. O céu estava azul, as árvores balançavam com o vento leve e, ao fundo, galos disputavam quem cantava mais alto, como se fossem eles os protagonistas do evento do século.

No entanto, no pátio, caminhando com passos indignados, frenéticos e absolutamente teatrais, estava Tomás.

Ele vinha da direção do celeiro como se estivesse fugindo de um apocalipse sonoro, segurando o tablet acima da cabeça com a mesma expressão que alguém teria se estivesse carregando provas criminais contra um governo corrupto. Seu maxilar estava tenso, a respiração acelerada e o cabelo cuidadosamente arrumado parecia mais arrepiado do que o usual, o que era, considerando quem ele era, um sinal de desequilíbrio emocional grave.

Maurício, que acabava de sair do galpão carregando algumas caixas e com palha grudada na camisa, parou no exato instante em que viu o amigo se aproximando. Ele já tinha testemunhado surtos antes… mas aquele tinha uma energia especial. Uma energia de quem estava dois segundos distante de assassinar alguém com um pedestal de microfone.

Maurício ergueu uma sobrancelha, apoiou o peso no calcanhar e observou.

— A banda local tentou sugerir uma cantora qualquer para entrada das noivas… ou foi algo pior?

Tomás travou diante dele. Respirou fundo. Piscou uma vez… depois outra. E, com o tom de alguém anunciando uma tragédia épica digna de documentário da N*****x, respondeu:

— Pois é. Você acredita?

O silêncio foi de meio segundo antes de Maurício explodir numa gargalhada tão alta que até as galinhas do quintal olharam como se tivessem sido insultadas.

— Cara… — ele falou com a voz entrecortada de riso — não dá pra ter um dia normal com você.

Tomás cruzou os braços dramaticamente.

— Não é engraçado! — retrucou, mesmo enquanto os olhos denunciavam que, sim, talvez fosse um pouco.

Maurício tentou se recompor. Não conseguiu.

— Você tem noção, Tomás… que se alguém tivesse a audácia de aparecer com uma cantora aleatória, uma desconhecida barata, no altar, tanto Lila quanto Catarina iam despedaçar o buquê no rosto dela?

Tomás colocou uma mão no peito, inclinado como um mártir renascentista.

— Eu salvei este casamento — declarou com solenidade. — Eu protegi a alma da cerimônia. Eu livrei o planeta de um colapso emocional radioativo. A humanidade me deve.

Maurício assentiu com um humor exagerado.

— Claro, claro… mártir do planejamento. Salvador dos arranjos florais. Guardião das playlists.

Tomás estreitou os olhos, mas o canto da boca quase cedeu ao riso.

— Você ri porque não entende — disse, apontando dramaticamente o tablet como uma arma emocional. — Eu já vi noivas chorando porque a música errada tocou. Já vi sogras morrerem emocionalmente ao ouvir versões acústicas de músicas pop. Eu já vi casamentos ruírem por causa de um tema mal executado.

Maurício arqueou a sobrancelha.

— E finalmente… o que você conseguiu?

Tomás respirou fundo. Depois encarou o horizonte como um protagonista de novela que estava prestes a liberar um segredo poderoso.

— A banda local vai tocar depois da cerimônia — anunciou. — Mas você não vai acreditar em quem vai cantar a marcha nupcial.

Maurício franziu o cenho.

— Quem?

Tomás piscou lentamente, com orgulho quase imperial.

— A Adele.

Silêncio.

Apenas o vento.

E um galo, lá longe, gritou como se tivesse entendido tudo.

Maurício piscou.

— Quem?

Tomás falou ainda mais pausadamente, saboreando cada sílaba como caviar emocional:

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