— Eu vou me arrepender disso. — murmurou, mas sentou.
Catarina já estava confortável, cruzando as pernas e rindo alto.
— Manda ver, meu bem!
A música mudou, um country pop sensual começou a tocar.
Os dois cowboys começaram a dançar, rodando o chapéu, rebolando com coordenação supostamente profissional.
O moreno se ajoelhou na frente de Lila, passando o dedo pelo ar, sem tocá-la, apenas brincando com a distância.
— Meu Deus. — murmurou ela, cobrindo o rosto com as mãos, rindo sem parar.
Catarina, por outro lado, já batia palmas, animadíssima.
— MAIS! TIRA MAIS!
O loiro obedeceu. Abriu o colete, revelando um abdômen definido e tatuado. As mulheres gritaram como se estivessem em um show de rock.
— Meu Deus… — disse uma das convidadas. — Eu também vou me casar!
Quando o moreno tirou a camisa, as amigas de Lila quase derrubaram suas bebidas.
— Eita, que até os anjos estão suando lá em cima! — gritou Suze, chorando de rir.
Lila tentava não olhar, mas o loiro se inclinou até Catarina, apoiando as mãos nas laterais da cadeira e sussurrou algo em seu ouvido, fazendo ela corar.
— Isso tá bom demais! – gritou Catarina animada.
O bar inteiro batia palmas e gritava.
As noivas estavam vermelhas, uma de vergonha, a outra de empolgação.
O moreno se inclinou, pegando a mão de Lila e levando até o seu abdômen enquanto fazia um movimento de quadril tão ousado que até Suze gritou:
— JESUS TOMA CONTA!
Catarina, por sua vez, batia palmas no ritmo da música, completamente entregue ao caos.
— ISSO, MEU COWBOY! — gritava, enquanto o loiro girava o chapéu sobre a cabeça e piscava para ela.
Mas do outro lado da rua, dois verdadeiros cowboys estacionavam a caminhonete.
Taylor desceu primeiro, ajustando o chapéu e olhando para o letreiro piscando em rosa-choque.
— A Última Noite das Noivas. — ele leu em voz alta, franzindo o cenho. — Isso cheira a problema.
Maurício cruzou os braços, o maxilar travado.
— O Tomas disse que era uma festinha tranquila. — resmungou Mauricio enciumado.
Taylor bufou.
— Com Suze organizando? O que você acha que significa tranquila pra ela?
Eles caminharam até a entrada, mas antes de abrir a porta, ouviram o som vindo lá de dentro, uma batida alta de música country e… gritos femininos histéricos.
Maurício piscou.
— Isso foi um grito ou um miado coletivo?
Taylor fechou o punho.
— Isso foi o som de homem sem camisa se esfregando em mulher casada.
E abriram a porta.
O pub inteiro pareceu parar por meio segundo, antes que as luzes piscassem e os dois fossem banhados por luz rosa e cheiro de tequila.
Na pista, os dois dançarinos, ainda de chapéu, peito nu e jeans colados, se movimentavam em torno das noivas. O loiro girava Catarina pela cintura, e o moreno se inclinava perigosamente perto de Lila, que só faltava enterrar o rosto nas mãos.
Taylor parou e Maurício também.
Os dois olharam a cena… E a temperatura caiu uns dez graus.
— Mas que merda é essa… — murmurou Taylor, com os olhos azuis gelando em fúria.
Suze, que estava no balcão, cuspiu a bebida.
— Ah não acredito!
Catarina estava no auge da diversão, sem perceber o perigo iminente, até sentir duas mãos grandes e firmes segurando sua cintura por trás.
Ela sorriu achando graça ao ver a cara fechada de Maurício. O loiro parou de dançar no mesmo instante e Maurício a puxou devagar, encarando o dançarino com o olhar faiscando.
— Acho que a dança já terminou!— disse, com um sorriso calmo demais pra ser inocente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário