A lua estava alta, espalhando um brilho prateado sobre a fazenda, quando a porta da varanda se abriu com um estrondo dramático digno de novela… ou de dois homens completamente bêbados.
Maurício surgiu primeiro, com um braço enlaçado no pescoço de Taylor e outro segurando uma garrafa de cachaça quase vazia. Os dois cambaleavam como se dançassem um forró torto, tropeçando no ar, nas próprias pernas e, em determinado momento, até na sombra.
— Anda, homem… — resmungou Maurício, arrastando Taylor como quem puxa um tronco molhado. — Sua mulher tá ali te olhando e ela parece preocupada.
— EU TÔ BEM! — anunciou Taylor, levantando a mão como se recebesse aplausos inexistentes… e quase caindo de costas. — Cê que tá torto, Maurício. Eu tô só… leve. Igual nuvem.
— Igual jaca madura caindo da árvore — corrigiu Maurício, suando e rindo ao mesmo tempo.
Catarina, sentada ao lado de Lila no sofá, quase caiu pro lado de tanto rir.
— Olha o estado dos dois, Lila! — disse ela, abanando o rosto. — Nossos noivos… eu nem sei qual é o pior.
— O meu — respondeu Lila, segurando a barriga enquanto ria. — Com certeza é o meu.
Taylor ouviu “meu” e levantou a cabeça como um filhote que reconhece o nome.
— LILA! — exclamou, apontando para ela com o dedo trêmulo. — Minha noiva. A mais linda do mundo. A mais gostosa … — ele balançou o corpo, tentando achar a palavra — … puta que pariu Maurício, minha noiva é gostosa pra caralho!
— TAYLOR! — Lila gritou corando.
Maria, que passava com uma bandeja, quase deixou a assadeira cair.
— Menino pelo amor de Deus, se controle!
Maurício empurrou Taylor para frente.
— Vai lá, Romeu do curral.
Taylor tropeçou em absolutamente nada, abriu um sorriso bobo e foi direto para Lila, caindo de joelhos diante dela como se estivesse prestes a pedir a mão dela pela oitava vez.
— AMOR… — disse, segurando os joelhos dela com as duas mãos. — Meus bebês… meus… meus… mini nós…
Catarina colocou a mão na boca para não gritar de tanto rir. Mauricio tropeçou caminhando até a noiva e sentou ao seu lado, puxando o corpo de Catarina para seu colo e beijando o seu pescoço.
Lila afundou no sofá, corando e sorrindo.
Taylor aproximou o rosto da barriga dela e beijou como se estivesse saudando a realeza.
Depois imitou uma voz fininha, exagerada, absolutamente ridícula:
— Oi, meus amores… é o papai falando… papai tá feliz!
Lila mordeu o lábio para não explodir na gargalhada.
— Taylor, levanta… — ela sussurrou, vermelha.
— NÃO! — ele declarou, orgulhoso. — Papai tem que conversar com os filhotes.
Ele então apontou para a barriga, como se conseguisse ver os dois.
— Primeiro… o menino… o meu cowboy… o… Lucas.
Catarina bateu palmas.
— Lindo nome!
Taylor enfiou o nariz na barriga dela.
— Lucas, filho… você vai ajudar o papai. Vai cuidar da mamãe. Vai cuidar da sua irmã… vai ser meu parceiro. Eu vou te ensinar a montar no Diablo quando você tiver… — ele contou nos dedos — … três horas de vida.
— TAYLOR! — Lila arregalou os olhos.
— Três horas é muito tempo, amor… — ele rebateu, sério. — O menino tem que ser corajoso. Igual o pai!
Maurício concordou com o cunhado e disse:
— É isso ai cunhado, o cowboyzinho vai nascer já segurando as rédeas.
Taylor continuou seu discurso, inspirado:
— E quando seu primo nascer… — disse, animado.
Maurício congelou.
— Pri- Primo?
Ele olhou para Catarina, que levantou uma sobrancelha.
— Não olha pra mim! — ela respondeu.
— A-Amor… — Os olhos de Maurício brilharam e ele sentiu o ar faltar de seus pulmões.— Is- Isso é verdade?
— Não! — ela bufou. — O bêbado aí inventou.
Maurício colocou a mão no peito, aliviado.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário