As semanas seguintes à chegada das avós foram um verdadeiro vendaval de emoções, risadas e… caos organizado. A fazenda, antes um refúgio de paz e rotina, agora pulsava com vozes, idéias, tecidos e perfumes de flores recém-chegadas.
Na sala principal, o grande salão parecia uma mistura de boutique e ateliê de sonhos: amostras de rendas espalhadas pelas cadeiras, revistas de casamento abertas em páginas dobradas, caixas de convites, tecidos brancos e fitas penduradas no encosto dos sofás.
No meio da confusão elegante, Isabella e Sophia estavam radiantes, uma com lápis e prancheta na mão, a outra com um copo de chá e um olhar crítico de quem planejava cada detalhe como uma general em campo de batalha.
— Eu ainda não acredito que vai ser um casamento duplo! — exclamou Isabella, abrindo mais uma revista sobre a mesa já coberta de catálogos. — Dois casamentos, uma fazenda e quatro pessoas com opiniões diferentes. Isso é um milagre ou uma receita para guerra civil?
Sophia gargalhou, inclinando-se para olhar uma amostra de tule.
— É um sonho, Bella! Pensa bem: dois amores, uma celebração só. Vai ser inesquecível! Um final de semana inteiro de festa, amor e comida boa. Que pode dar errado?
Do outro lado da sala, James e Gabriel trocavam um olhar de cumplicidade e resignação. Eles já sabiam que, naquele território dominado por mulheres, eram apenas figurantes ocasionais.
— Nós fomos consultados oficialmente ou já estamos na fase de “apenas assinar o cheque”? — perguntou James, arqueando uma sobrancelha e cruzando os braços.
Gabriel suspirou, com o ar de quem já aceitara o próprio destino.
— Meu caro, casamos no dia em que dissemos “sim” pela primeira vez. Desde então, nossa função é sorrir, pagar e fingir que temos opinião.
As duas mulheres riram tão alto que o som ecoou até a varanda.
— Vocês reclamam, mas adoram ver a gente feliz! — retrucou Isabella, lançando um olhar provocante para o marido.
Gabriel pegou a mão dela e respondeu num tom doce e teatral:
— Adoro mesmo. Principalmente quando você me faz gastar o equivalente a um pequeno país em flores importadas.
— Exagerado! — ela rebateu, rindo. — São só cento e vinte arranjos para o jantar de sábado.
— Ah, claro, — murmurou James, sarcástico. — Uma coisa modesta.
A mesa à frente deles parecia uma exposição: catálogos abertos, tecidos coloridos, convites semi-prontos, amostras de bolo, fitas e miniaturas de mesas decoradas.
Sophia levantou um dos croquis e anunciou, entusiasmada:
— O tema será “ O amor surge de onde menos esperamos.”
James inclinou-se para Gabriel, num sussurro conspiratório:
— Isso soa perigosamente poético.
— Perigoso mesmo é contrariar duas noivas, e uma delas está grávida. — respondeu Gabriel, erguendo o copo de vinho como quem brinda à própria sobrevivência. — Meu amigo, isso sim é brincar com o destino.
As risadas voltaram, e logo a sala inteira se encheu de vozes femininas decidindo sobre cores e flores.
— Lila quer algo simples e elegante — explicou Isabella, folheando um catálogo. — Flores do campo, violino ao vivo e nada muito exagerado.
— E Catarina pediu um pôr do sol cinematográfico, — completou Sophia, animada. — Com velas suspensas, cordões de luz e uma mesa comunitária ao ar livre.
— Perfeito, — suspirou Isabella. — Um dia rústico e outro romântico. Dois estilos, o mesmo amor.
James fingiu anotar num bloco imaginário.
— Anotado: dois casamentos, um orçamento multiplicado por quatro.
As mulheres ignoraram solenemente o comentário.
Mas foi quando Magnólia e Fiorella entraram na sala que o caos ganhou outro nível.
Ambas vestidas impecavelmente, Fiorella de tailleur branco-pérola e Magnólia de vestido floral de seda, entraram como quem chega a um tapete vermelho.
— Minhas meninas, esse salão parece uma loja de casamento em liquidação! — exclamou Fiorella, abrindo os braços. — Adoro!
Magnólia foi direto ao ponto.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário