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Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário romance Capítulo 250

Lila Montgomery

O sol se despedia em um espetáculo agonizante atrás das colinas, derramando uma luz âmbar que devorava o mundo como chamas vorazes, incendiando tudo ao seu toque impiedoso.

Da varanda, eu devorava cada curva da fazenda banhada naquele brilho infernal, as cercas retorcidas, o curral empoeirado, o chão árido e implacável… e ele.

Taylor.

O homem que eu amava e desejava em medidas insanas, primitivas, que rasgavam minha alma e incendiavam minhas veias como um veneno doce e inescapável.

Meu olhar o caçou sem piedade, ele sempre me atraía como um ímã fatal, o epicentro de uma gravidade que me arrastava para o abismo do desejo. Estava um pouco afastado, trocando palavras com o meu irmão, mas um mero vislumbre bastava para que o ar ao meu redor se tornasse sufocante, denso como fumaça de um incêndio descontrolado.

O chapéu projetava sombras traiçoeiras sobre seu rosto, tornando o resto do corpo uma armadilha mortal, irresistível.

A camisa clara estava escancarada quase até o umbigo, o tecido colado à pele encharcada de suor, expondo cada contorno brutal do seu corpo, o peitoral rígido, bronzeado pelo sol impiedoso, o abdômen esculpido que se contraía violentamente a cada respiração profunda. Gotas de suor traçavam caminhos lascivos pelo pescoço, escorrendo devagar e sumindo sob o tecido enrugado, como um convite ao pecado.

E aquela calça jeans… Gasta ao extremo, moldada ao corpo dele como uma segunda pele pecaminosa, projetada para torturar e seduzir. Baixa nos quadris largos, acentuando cada detalhe que eu ansiava devorar, marcada pelo cinto de couro desgastado, que parecia carregar as marcas de batalhas sensuais. O jeans se movia em sincronia perfeita com ele, acompanhando o balanço hipnótico das passadas e o peso irresistível dos músculos tensos, prometendo promessas indecentes a cada movimento.

Minha respiração virou um ofego desesperado. Eu sabia que devia desviar o olhar, mas era impossível, como se meu corpo se rebelasse contra qualquer sanidade.

Taylor passou a mão pelos cabelos úmidos, jogando-os para trás com um gesto que expôs o braço inteiro, o antebraço poderoso, as veias pulsantes como rios de fogo, o testemunho cru de um homem forjado no trabalho árduo e no domínio absoluto. A luz do crepúsculo se grudava nele como um amante possessivo, delineando contornos de ouro flamejante na pele escaldante.

E eu o consumia em silêncio voraz, com todo o meu corpo tremendo, ardendo de desejo.

— Meu Deus do céu… — escapou dos meus lábios em um gemido rouco, incontrolável.

— Ah, não, Lila. — A voz de Catarina irrompeu atrás de mim, transbordando de riso malicioso. — Esses hormônios estão te transformando em uma fera selvagem.

— Não são hormônios. — rebati, os olhos cravados nele como garras. — É ele. Puro e absoluto.

— Hm. — Catarina se encostou na moldura da porta, cruzando os braços com um sorriso provocador. — Então é isso. O meu irmão tá lá batendo papo com o seu irmão, e você aqui derretendo em chamas só de olhar para ele.

— Derretendo? Isso é eufemismo. — murmurei, mordendo o lábio inferior com força, sentindo o calor explodir entre minhas pernas, uma excitação pulsante que me deixava úmida e desesperada apenas pelo vislumbre dele. — Ele não faz ideia do inferno que desperta quando anda assim, como um deus do desejo encarnado.

— Assim como? — ela insistiu, com os olhos brilhando com diversão.

— Assim. — apontei com o queixo, e a voz trêmula. — Camisa escancarada, peito reluzente de suor, calça grudada no corpo como uma provocação deliberada… por Deus minha mente fica só imaginando o que tem embaixo daquela calça…

Catarina explodiu em gargalhadas.

— Eu não sei se fico chocada com sua descrição ou se fico excitada. Mas olha só, cunhada, você tá devorando o meu irmão de uma maneira que assusta.

— Voce não entende Catarina… — respondi, rindo apesar do fogo que me consumia, mas sem desviar os olhos. —Seu irmão é intenso e me deixa louca, você não tem noção das coisas que ele me faz sentir.

Ela balançou a cabeça, ainda rindo.

— Credo Lila, nem quero ter. Isso seria no mínimo, estranho e bizarro. Mas devo imaginar porque afinal de contas ele é um Remington e os Remington tendem a ser muito quentes e selvagens no sexo.

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