Lila Montgomery
Taylor ainda dominava o terreiro quando o último fio de sol se esgueirou como um ladrão entre as árvores, deixando o céu em chamas.
O vento soprou com uma ousadia selvagem, levantando poeira dourada que dançava no ar, impregnando tudo com o cheiro inebriante de terra fértil, suor salgado e promessas pecaminosas que faziam meu corpo pulsar de expectativa.
Lá de cima, eu o devorava com os olhos, cada gesto dele era uma provocação calculada, uma dança erótica projetada para me torturar, me deixar ofegante e faminta por mais.
Ele se despediu do meu irmão com aquele meio sorriso tranquilo, mas carregado de malícia e seguiu até o estábulo com passos largos e deliberados, com o chapéu pendendo de um lado como um convite ao caos, a camisa solta colando na pele escaldante, revelando contornos que me faziam morder os lábios até sangrar.
Aquela postura… Meu Deus, como ele sabia exatamente o inferno que despertava em mim quando se movia assim, como um predador exibindo sua força, me desafiando a persegui-lo, a render-me ao desejo que nos consumia.
Diablo relinchou ao senti-lo se aproximar, um som gutural e impaciente que ecoou pelo campo como um rugido primal.
O cavalo negro, imponente e selvagem, sacudiu a crina com fúria e bateu os cascos no chão, inquieto, como se também sentisse a urgência elétrica que emanava dele, a mesma que me deixava úmida e trêmula só de imaginar.
Taylor passou a mão pelo pescoço do animal com uma carícia lenta, possessiva, murmurando algo rouco que só eles dois entendiam, palavras que eu fantasiava serem promessas de dominação, de noites intermináveis de prazer e submissão.
Depois, com um movimento ágil e fluido que fez meu ventre se contrair, ele montou.
O corpo dele se encaixou na sela como se fosse uma extensão do meu próprio desejo, e o balanço ritmado do cavalo acentuou tudo o que eu já não conseguia ignorar, o poder explosivo contido nos músculos tensos, o domínio absoluto e fácil, o calor vulcânico que irradiava de dentro dele, me chamando para uma batalha de corpos e almas.
Ele girou o rosto devagar na minha direção, com os olhos cravados nos meus como lâminas afiadas.
A distância não enfraqueceu nada, ao contrário, o olhar dele me perfurou em cheio, enviando ondas de eletricidade pelo meu corpo, me deixando excitada além do limite, os mamilos endurecendo sob o tecido fino do vestido.
Taylor sorriu.
Não um sorriso qualquer, mas aquele que era puro veneno sedutor, acompanhado de uma piscadela preguiçosa e cheia de promessas obscenas, o tipo de sorriso que gritava “vem comigo, e eu te farei implorar por mais”, sem precisar de uma sílaba.
Meu coração tropeçou violentamente no peito, batendo como um tambor de guerra.
O ar ficou curto, sufocante, e um gemido baixo escapou dos meus lábios antes que eu pudesse contê-lo.
E antes que eu pudesse reagir, ele estalou a língua com um som seco e provocador, puxou as rédeas com autoridade e partiu como um furacão.
O som dos cascos cortou o silêncio como chicotadas, ritmado, implacável, ecoando pelo campo até sumir na curva do caminho, deixando um rastro de poeira e desejo que me chamava para a caçada.

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