O sol já tinha descido um pouco quando o barulho das risadas masculinas chegou até a casa principal. As vozes vinham fortes, alegres, e ecoavam pelos corredores como um prenúncio de confusão, do tipo que Lila reconhecia de longe.
Ela estava na cozinha, ajudando Maria com uma travessa de biscoitos, quando ouviu a gargalhada inconfundível de Gabriel misturada com a voz grave de James.
— Ih, lá vem encrenca — comentou, arqueando uma sobrancelha. — Se o papai tá rindo desse jeito, é porque algum homem fez besteira.
Maria sorriu, sem levantar os olhos da massa.
— Ou coisa boa. Quando homem ri alto assim, é porque tá aliviado.
Lila apoiou as mãos na bancada, desconfiada.
— Aliviado? Então deu tudo certo com o pedido. — disse sorrindo e com os olhos brilhando.
Mas antes que pudessem rir, Catarina entrou na cozinha. O cabelo preso às pressas, a camisa xadrez amarrada na cintura, o olhar afiado de quem já sentia cheiro de problema no ar.
— Alguém me explica o que tá acontecendo? — perguntou, cruzando os braços. — Acabei de ver os quatro voltando a cavalo, rindo como se tivessem ganhado na loteria.
Maria levantou o olhar, tentando disfarçar um sorrisinho.
— Não sei se foi loteria, mas eu acho que Maurício criou coragem e pediu a sua mão ao seu pai.
— Ai meu Deus, será?! — repetiram Lila e Catarina em uníssono.
O silêncio que se seguiu foi de pura tensão… seguido por uma explosão de perguntas simultâneas:
Antes que Maria conseguisse responder, o grupo masculino surgiu na porta. Taylor foi o primeiro a entrar, sorrindo de orelha a orelha. Gabriel veio logo atrás, com o chapéu torto de tanto rir, e James entrou por último, tentando parecer sério, mas com um brilho orgulhoso nos olhos, e por fim, Maurício com o rosto ainda corado, o cabelo desgrenhado, e uma expressão que misturava alívio e desespero.
Lila o encarou, e um sorriso lento surgiu em seus lábios.
— Então criou coragem … — começou, já juntando as peças.
O silêncio na cozinha durou apenas o tempo de uma respiração. Logo, o som de passos apressados e risadas preencheu o corredor, e em poucos segundos os quatro homens atravessaram a porta, trazendo consigo o cheiro de sol, poeira e gargalhada.
Lila foi a primeira a reagir. Assim que viu Taylor, o sorriso dela se abriu em um brilho que iluminou o ambiente. Ela largou a travessa de biscoitos nas mãos de Maria e correu para os braços dele. Taylor a segurou com firmeza, girando-a levemente no ar, como se nada mais existisse além deles dois.
— Olha só quem veio alegrar a casa — disse Sophia, surgindo atrás do balcão com uma xícara de café nas mãos e um sorriso cúmplice. — O quarteto barulhento. Posso saber o motivo de tanta alegria?
Isabella, que estava ao lado dela, roubava das mãos de Maria um biscoito que tinha acabado de sair do forno e observava os homens entrarem com aquele ar satisfeito.
— E pelos rostos, parece que vem coisa boa por ai. — comentou, olhando diretamente para Maurício, que ficou vermelho na hora.
Taylor não resistiu e anunciou como se fosse mestre de cerimônias:
— Senhoras e senhoras, é oficial! O Maurício pediu a Catarina em casamento!

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