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Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário romance Capítulo 240

O sol já estava alto quando os quatro homens retornaram à sede da fazenda. As risadas ecoavam pelo caminho, misturadas ao trote dos cavalos e às provocações que só amigos antigos sabiam fazer sem ofender. Maurício, ainda corado, tentava manter a dignidade, mas a cada piada de Taylor e Gabriel, ela escorria mais rápido que suor em tarde de verão.

— Então quer dizer que agora eu tenho dois genros! — declarou James, com um sorriso orgulhoso. — Um que achava que nunca ia casar e outro que demorou três anos pra criar coragem.

Gabriel soltou uma gargalhada alta e sincera, o som ecoando pelo campo aberto enquanto dava um leve tapa no ombro de James.

— Rapaz, tua família tem um talento especial pra escolher homem teimoso, hein? — brincou, com um brilho divertido nos olhos. — Meu filho é o homem mais teimoso e turrão que existe — disse, com um tom de orgulho disfarçado de implicância. — E quem diria, hein? O cowboy que vivia dizendo que casamento era prisão, que mulher só dava dor de cabeça, agora tá aí… praticamente de coleira. — Ele fez uma pausa dramática, lançando um olhar maroto para James. — E o pior: feliz da vida por isso!

James gargalhou, acompanhando o tom bem-humorado.

— Pois é… — respondeu, ajeitando o chapéu. — Parece que as nossas filhas têm um dom especial para domar selvagens.

— Domar? — Gabriel arqueou uma sobrancelha, fingindo espanto. — Que nada, James. Elas não domam, não… elas encantam. É diferente. — E piscou, rindo. — Quando a mulher certa aparece, até o mais brabo dos homens aprende a dizer “sim, querida”.

Maurício, que vinha um pouco atrás, corou, tentando disfarçar o riso nervoso. Taylor apenas bufou, fingindo indiferença, mas o canto do seu lábio denunciava um sorriso contido.

— Ah, não me olha assim, cowboy — provocou James cutucando o filho com o cotovelo. — Você é o pior exemplo de todos. Bastou Lila pisar na fazenda pra você virar um santo.

— Santo é demais. — retrucou Taylor, com um meio sorriso preguiçoso. — Sou um homem apaixonado pai é diferente.

— Apaixonado e agora... papai, né? — completou Gabriel, com a voz cheia de malícia e orgulho de sogro babão. A frase veio acompanhada de uma gargalhada tão alta que até o cavalo de James sacudiu a cabeça, incomodado com o barulho.

Taylor sorria de orelha a orelha, o peito inflado de um orgulho que mal cabia dentro dele. O sol refletia no chapéu, e o brilho em seus olhos denunciava que aquele homem durão, acostumado a lidar com o peso da fazenda e os caprichos da vida no campo, agora carregava algo muito maior: a alegria de ser pai.

James, claro, não perdeu a chance de brincar com o filho.

— Olha só pra ele, Gabriel! — disse, rindo alto. — E pensar que esse aí vivia dizendo que nunca ia se amarrar…

Gabriel acompanhou a risada, balançando a cabeça.

— É o que eu sempre digo, James. Nenhum homem escapa. Quando o amor pega, nem o mais teimoso dos cowboys tem salvação. E claro, tinha que ser uma princesa como a minha filha para laçar o coração dele.

— Claro, apenas uma mulher de fibra para colocar o meu filho no eixo. — disse rindo. — E pra completar a nossa alegria, agora tem o nosso neto. Será que vai seu um menino, ou uma menina? — acrescentou James, com orgulho evidente na voz.

Taylor riu, ajeitando o chapéu, desviando o olhar para o horizonte, como se pudesse ver o futuro diante dele.

— Não importa, que venha com saúde. Só isso que eu peço. — disse Taylor com um sorriso largo no rosto.

Foi nesse momento que Maurício, sempre pronto para provocar, se aproximou com um sorriso travesso.

— E aí, cowboy… — começou, fingindo inocência — vai ficar de jejum mesmo durante toda a gravidez da Lila?

O silêncio durou apenas um segundo, mas foi o bastante para Taylor arregalar os olhos e corar até o pescoço. Gabriel tossiu, tentando disfarçar o riso, enquanto James soltava uma gargalhada tão forte que ecoou pelo campo.

— Valeu, seu viado! — exclamou Taylor, indignado, o sotaque carregado e o rosto vermelho. — Tu não presta, Maurício!

— Como assim, jejum? — perguntou James fingindo inocência.

— Não é nada, pai. — respondeu Taylor rápido demais, tentando cortar o assunto, mas Maurício já gargalhava alto, batendo na sela do cavalo.

— Não é nada? — repetiu, rindo. — Conta pra ele, cowboy! Eu só perguntei se você vai ficar de jejum durante a gravidez da Lila! — disse, fazendo aspas com os dedos e rindo ainda mais.

James franziu o cenho, fingindo pensar.

— Jejum, é? — perguntou, com o olhar maroto. — Maurício, você quer dizer… jejum de quê, exatamente?

Maurício piscou.

— Ah, o senhor entendeu, seu James! — respondeu, disfarçando mal a risada. — Daquilo que o casal faz quando o bebê ainda tá no forninho, sabe?

Taylor virou-se de supetão, com o rosto completamente vermelho.

— Mas que inferno, Maurício! — rosnou, o sotaque arrastado denunciando o constrangimento. — Já tá todo soltinho com o meu pai desse jeito?

Gabriel, que até então tentava manter a compostura de sogro respeitável, ficou completamente vermelho ao ouvir o rumo da conversa. O homem pigarreou, ajeitou o chapéu e desviou o olhar, mas o rubor em seu rosto o denunciava.

— Hahaha! Ô, Maurício, você é doido mesmo! — disse, rindo alto. — Vai acabar levando um coice, do seu amigo. — completou gargalhando.

— Que isso, seu Gabriel! — respondeu Maurício, com um sorriso debochado. — Só estou preocupado com o bem-estar do futuro bebê!

James gargalhou, inclinando o corpo sobre a sela.

— Ah, claro! Um cunhado muito preocupado… com o bem-estar do cowboy!

Taylor bufou.

— Quero só ver se quando minha irmã estiver grávida se você vai ficar “preocupado” com as coisas também, seu viado desgraçado.

Foi a vez de Maurício corar.

— Mas confesso que tô curioso… — disse James, olhando pro filho. — Vai ficar de jejum, mesmo é?

— Pai! — exclamou Taylor, sem acreditar que ele também tinha entrado na brincadeira. — Eu juro, se continuarem com isso, eu largo vocês no meio do pasto e vou embora!

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