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Casamento de Mentira, Amor de Verdade romance Capítulo 377

— O guia comentou qual é o roteiro de hoje? — perguntei, pegando um pastelzinho no vapor, dando uma mordida. Para minha surpresa, estava incrivelmente suculento e saboroso. — Onde você comprou isso? Está ótimo, muito melhor do que aquele do térreo do prédio.

Fernando Gomes, com um ar preguiçoso, ergueu levemente as pálpebras, também pegou uma coxinha e mordeu, saboreando com atenção. Suas sobrancelhas perfeitas se franziram levemente, demonstrando certa insatisfação. — É tão bom assim? Eu, sinceramente, achei comum. Não se compara ao seu macarrão com verduras e ovo, que me cai muito melhor.

Será que ele estava reclamando porque eu não levantei cedo para preparar um macarrão com verduras e ovo para ele?

Seja como for, não ia fazer mesmo — preferi fingir que não entendi.

Ele me enganou para vir à Cidade Capital, insistiu em me acompanhar até a Antártica, e eu não sou empregada dele para ter que cozinhar canja!

— Não é isso, está realmente delicioso. Será que o recheio do seu é diferente do meu? Prova o meu, está muito bom, de verdade, não acredita? Experimenta.

Víctor Laranjeira sempre foi exigente com comida. Morando juntos há cinco anos, ele se acostumou com meus cafés da manhã, e vivia fazendo cara feia para qualquer coisa comprada fora, dizendo que não era tão bom quanto o que eu fazia. Então eu acabava forçando ele a provar um pedaço do que estava comendo, dizendo que era gostoso sim, que se ele não gostava, o problema era dele.

Tantos anos juntos, situações assim aconteceram tantas vezes que virou hábito, e mesmo agora ainda não perdi o costume.

Por isso, nem me dei ao trabalho de pensar que, na verdade, a pessoa à minha frente não era a mesma. Simplesmente peguei a coxinha que tinha mordido e estendi para ele.

Juro, foi só um reflexo, absolutamente sem segundas intenções.

Se eu tivesse qualquer outro pensamento, que um raio caia na minha cabeça quando sair de casa!

Quando estendi o garfo para o outro lado, meu olhar caiu sobre o rosto de Fernando Gomes, e a parte da coxinha que eu mordi estava apontada para ele.

Só então percebi o absurdo da situação, e o pânico subiu — tentei puxar o garfo de volta imediatamente.

Oferecer comida mordida ao chefe não é só atrevimento, é falta de respeito consigo mesma e com o outro. Ainda mais uma coxinha já mordida!

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