Entrar Via

Casamento de Mentira, Amor de Verdade romance Capítulo 347

O terceiro filho da família, por sua vez, jamais teria o direito de se sentar à mesa principal. Ainda mais aquela socialite, a "tia" Giselle Gomes — que, para ser generoso, apenas adotou o sobrenome Gomes, mas nunca teve o sangue da família. Ela, então, não tinha qualquer legitimidade para ocupar um lugar de destaque.

Na ceia de Ano Novo, Valéria Gomes criou um tumulto. Vovô Gomes, evidentemente, ficou um tanto descontente com Letícia, mas não disse nada. Como patriarca da família, sua função exigia muito dele, inclusive manter certos equilíbrios.

Ele tolerou as provocações de Valéria Gomes e, ao mesmo tempo, me apoiou discretamente.

Colocou na boca um pedaço de peixe — cuidadosamente desossado por Fernando Gomes —, recebeu das mãos do velho mordomo uma toalhinha quente, limpou com zelo os lábios e cada um dos dedos. Depois, ordenou:

— Vá até meu escritório e traga aquela caixa verde escura que está sobre a mesa.

O velho mordomo saiu imediatamente e, ao retornar, trouxe nas mãos uma caixa retangular de um verde profundo.

Dei uma olhada superficial: só pelo material da caixa, era evidente que se tratava de uma raríssima jade azul.

O que estivesse guardado ali dentro, então, deveria ser inestimável.

Quando a caixa foi aberta, um conjunto de joias de jade, de acabamento primoroso, capturou a atenção de todos.

Todos se aproximaram, lançando olhares diversos àquele conjunto: olhares de hesitação, de inveja, de cobiça, até de malícia. Apenas algumas crianças, boquiabertas, comentavam animadas, dizendo que as joias pareciam de vidro de tão translúcidas.

Valéria Gomes olhava para a caixa com tanta raiva que parecia capaz de quebrar todos os dentes.

Já Giselle Gomes, a moça, empurrou os outros e, em tom mimado, se agarrou ao braço do vovô:

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Casamento de Mentira, Amor de Verdade