Entrar Via

Casamento de Mentira, Amor de Verdade romance Capítulo 345

Os pais da família Gomes me observavam discretamente. Quando nossos olhares se encontraram, percebi um lampejo de surpresa em seus olhos.

— Primeira vez que nos vemos, como devo te chamar? Que tal seguir o Fernando e também te chamar de Francisca, pode ser? — A mãe do Fernando segurou minha mão e deu leves tapinhas no dorso, sorrindo. — Olhar transparente, postura firme, é uma boa moça. Esse rapaz tem mesmo bom gosto.

Respondi com um sorriso gentil:

— Pode me chamar de Francisca, Sra. Gomes.

O pai do Fernando tinha traços muito semelhantes aos do filho: a mesma postura imponente, um ar sério e refinado.

— Francisca Lobato é um termo budista, refere-se ao estado de libertação do ciclo da morte e renascimento por meio da prática espiritual, alcançando o nirvana. Costuma ser usado para descrever o rompimento com as ilusões que surgem das distinções. Imagino que seus pais escolheram esse nome por algum motivo especial, não é?

— O senhor é muito culto, Sr. Gomes. Meu pai explicou a origem do meu nome quando eu era pequena: só ao abandonar as amarras do destino e dos laços, é possível se libertar e renascer.

— O pai da Francisca é...

— Meu pai era professor universitário, faleceu há três anos. Minha mãe partiu há alguns meses. Agora, da família Lobato, restou apenas eu.

O pai de Fernando claramente não esperava por essa resposta; ficou visivelmente surpreso.

— Me desculpe por tocar em um assunto tão delicado, Francisca. Fui indelicado.

— Não tem outros familiares? Como assim, está sozinha? — perguntou a mãe do Fernando, puxando-me para sentar ao seu lado.

— Não, desde que nasci, só tive meus pais.

Ao saber que eu não tinha mais ninguém da família, Valéria Gomes ajeitou o xale e comentou com um tom mordaz:

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Casamento de Mentira, Amor de Verdade