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Casamento de Mentira, Amor de Verdade romance Capítulo 223

Não era possível simplesmente ignorar a segurança de uma criança criada por minhas próprias mãos. Vesti-me novamente, chamei o segurança de Víctor Laranjeira e dirigi direto para a antiga casa da família Laranjeira.

O portão da mansão estava escancarado, e no jardim estavam estacionados dois carros desconhecidos.

A sala estava intensamente iluminada, mas não havia o menor traço de calor humano ou aconchego.

Kelly estava encolhida num canto da varanda, abraçando os joelhos, os grandes olhos marejados, a figura toda transmitindo um ar de fragilidade e tristeza.

Cesar Laranjeira, de costas, sentava-se ereto a um lado do sofá. Sua postura era digna de um rei; os olhos gelados não revelavam nenhuma emoção, como se fosse uma pedra insensível.

Juliana Silva estava meio deitada no chão, enquanto Víctor Laranjeira a segurava e cuidava do ferimento em sua testa. O ambiente estava impregnado pelo cheiro forte de remédio para o coração, daqueles de efeito rápido.

O olhar de Juliana estava perdido, incapaz de se concentrar, provavelmente resultado de uma emoção intensa. O rosto apresentava um rubor estranho, o peito subia e descia rapidamente, enquanto ela fitava Cesar Laranjeira com ódio.

— Juliana Silva, se não fosse pela armadilha que você armou anos atrás, eu jamais teria tido qualquer envolvimento com você. Espero que assine logo o acordo de divórcio, para que possamos acabar com esse casamento absurdo. Tolerei você por trinta anos, já fui mais do que justo. Durante todo esse tempo, você também nunca foi feliz. Para que insistir nisso?

Juliana respirava com dificuldade, o olhar feroz; soltou um riso frio e respondeu:

— Cesar Laranjeira, trinta anos! Você viveu às minhas custas, comeu do meu, usou meu dinheiro para sustentar sua amante e seu filho bastardo fora de casa. Agora que está com tudo que queria, vem me pedir o divórcio? Você não tem vergonha!

— Mas se não fosse pelo seu jogo sujo naquela época, minha vida não teria nada a ver com a sua. Se chegou a esse ponto, a culpa é sua. Não culpe ninguém além de si mesma.

— Que absurdo! Você tem coragem de dizer que foi completamente inocente naquela noite? O quarto era no segundo andar, e logo abaixo havia a piscina cheia. Se realmente não quisesse, era só pular. Por que não pulou, Cesar Laranjeira? Tem coragem de dizer a verdade?

Capítulo 223 1

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