Oceana Amaral continuou caminhando em direção ao escritório. Tinha ouvido toda a discussão sobre ela, mas não levou aquilo a sério.
Sobre o caso da Secretária Capelo, a maioria das pessoas na empresa desconhecia a verdade. Viam apenas a brutalidade dela, o temperamento ciumento e explosivo, mas não sabiam das intenções ocultas da Secretária Capelo em relação a Fabiano Nunes.
Naquela ocasião, ela realmente fizera uma tempestade em copo da água, o escândalo fora grande demais. Bater numa garota em público foi um erro seu, mas ela também pagou o preço por isso: perdeu o seu filho.
Quanto a serem demitidas ou não, isso não dependia dela, mas sim da competência profissional delas.
De volta ao escritório, pegou novamente a revista de fofocas e folheou algumas páginas. Depois de um tempo, ouviu um barulho vindo do lado de fora.
Olhou em direção à porta principal do escritório. As vozes lá fora aumentavam, como se alguém estivesse gritando na entrada. Devido ao bom isolamento acústico, o som chegava intermitente e abafado, difícil de distinguir.
Oceana Amaral largou a revista, seguiu o som e abriu a porta.
— Senhora...
O Assistente Matos estava parado na entrada do escritório, usando o próprio corpo para bloquear um homem à sua frente.
Ao ouvir o Assistente Matos chamar a mulher atrás dele de "Senhora", o homem bloqueado empurrou o assistente num instante e, ofegante, colocou-se diante de Oceana Amaral.
— Você deve ser a Senhora Nunes, certo?!
Um homem de quarenta e poucos anos, voz tonitruante, encarava Oceana Amaral fixamente.
O hálito do homem cheirava a álcool. Oceana Amaral cobriu o nariz e recuou dois passos, perguntando:
O homem chamado Senhor Almeida, com a barriga saliente, empurrou mais uma vez a Assistante Matos com força. A Assistante Matos tinha pouco mais de 1,70 m de altura e era magra, sendo empurrada com tanta força por Senhor Almeida, ela tropeçou e caiu diretamente no chão.
O Senhor Almeida olhou para o Assistente Matos caído sem o menor remorso e ainda apontou o dedo para o nariz dele, xingando:— Eu estou aqui para tratar de negócios com o seu Senhor Nunes, desde quando um peão como você tem o direito de falar? Enxerge-se no seu lugar antes de querer dar uma de herói na minha frente. Suma!
Assistante Matos foi empurrada com força e claramente caiu, mas ele não ousou dizer nada, apenas se levantou silenciosamente do chão, batendo a poeira da roupa e se curvando enquanto pedia desculpas:— Desculpe, Senhor Almeida, desculpe...
Oceana Amaral assistia a tudo com um olhar frio.
Senhor Almeida ainda tinha uma expressão irracional e implacável, continuando a apontar para o nariz da Assistente Matos, xingando-a:
— Pedir desculpas de boca não serve de nada! Se você sente muito mesmo, ajoelha e pede perdão para mim agora mesmo para mostrar seu arrependimento!

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Após a contagem regressiva da vida, Senhora Nunes acordou!