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Após a contagem regressiva da vida, Senhora Nunes acordou! romance Capítulo 185

Pouco depois de Oceana Amaral e Marcel Amaral terem saído, Fabiano Nunes usou a desculpa de que Oceana havia esquecido algo para avisar a Marlon Amaral e também partiu de Cidade Y em direção a Cidade R.

O carro fora providenciado naquela manhã, assim que ele soube que Oceana Amaral queria ir a Cidade R sem a sua companhia.

Observando o rastreador no celular, viu que a localização da mulher mudava constantemente. Quando Fabiano Nunes chegou a Cidade R, o sinal de Oceana Amaral já havia se deslocado para o aeroporto da cidade.

Aeroporto de Cidade R?

Ao ver a localização, Fabiano Nunes franziu a testa, intrigado. Oceana Amaral dissera claramente que ia à cidade ver um antigo colega, então por que estaria no aeroporto?

A dúvida trouxe-lhe uma sensação de inquietude, mas logo ele teria a resposta.

Seguindo o sinal do celular até as imediações do aeroporto e entrando num pequeno centro comercial, Fabiano Nunes avistou Oceana Amaral sentada no térreo, num restaurante elegante.

Através do vidro transparente, na mesa de quatro lugares mais ao fundo.

Oceana Amaral estava sentada em frente ao médico que ele vira uma única vez.

Fabiano Nunes paralisou. As pessoas passavam ao seu redor, mas o barulho do shopping desapareceu subitamente, e o mundo em seus ouvidos transformou-se num zumbido indistinto.

— Obrigada, Doutor Barros, e desculpe o transtorno de vir de tão longe para me trazer o remédio.

Dentro do restaurante, Oceana Amaral agradecia a Francisco Barros com um olhar de desculpa. Ela não notou que, do lado de fora, a poucos metros de distância, Fabiano Nunes estava parado, observando-os imóvel.

Francisco Barros viajara até Cidade R para entregar o remédio, e certamente não fora para ouvir um agradecimento.

Por isso, diante da gratidão de Oceana Amaral, ele apenas respondeu friamente:— Não foi nada. A remuneração foi generosa, não precisa agradecer.

Ao ouvir isso, um brilho de surpresa passou pelos olhos de Francisco Barros.

Oceana Amaral lembrou-se então de que não contara a ele o motivo de estar ali, e apressou-se em explicar:— Sim, minha família é de uma vila aqui de Cidade R. Sou praticamente local.

— Ah.

Francisco Barros assentiu, pensativo, e não disse mais nada.

Ele estava realmente faminto. Desde que acordara até aquele momento, comera apenas um pão, e para um homem adulto de um metro e oitenta e cinco, aquilo não sustentava nada. Após horas de jejum, seu estômago estava vazio.

Francisco Barros comia em silêncio. Ele não tinha o hábito de conversar durante as refeições, o que fez o clima na mesa esfriar.

Sentada à frente, Oceana Amaral segurava os talheres e alternava o olhar entre a comida e Francisco Barros. Ela queria muito fingir que estava comendo para evitar a conversa, mas, tendo acabado de almoçar, seu estômago estava cheio e ela realmente não conseguia comer. Ficar ali sentada, sem comer e sem falar, deixava-a completamente desconfortável.

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