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Após a contagem regressiva da vida, Senhora Nunes acordou! romance Capítulo 187

Marcel Amaral havia se divertido a valer. Só quando recebeu a ligação da irmã, por volta das quatro da tarde, é que se despediu dos colegas e retornou ao shopping onde haviam desembarcado mais cedo.

De longe, antes mesmo de se aproximar, avistou Oceana Amaral descendo de um táxi verde, com a mão esquerda envolta em ataduras brancas.

— Mana, o que aconteceu com você?!

Marcel Amaral correu em sua direção, aflito. Assim que a irmã terminou de pagar a corrida, ele a acompanhou passo a passo, encarando a mão enfaixada, e repetiu a pergunta: — Aonde você foi? Como foi se machucar desse jeito?!

Oceana Amaral não queria dar muitos detalhes, então deu uma resposta evasiva: — Não é nada. Só me queimei enquanto comia.

— Hã?! Comendo?!

Ao ouvir a palavra "comendo", o foco de Marcel Amaral mudou em um piscar de olhos, e ele exclamou, surpreso: — Mas são só quatro da tarde, como você já está jantando?! Nós não almoçamos agorinha há pouco?

O rapaz continuou tagarelando ao seu lado: — Eu lembro muito bem que hoje no almoço, lá em casa, você tomou duas tigelas de canja de galinha e ainda comeu um prato de arroz. Como pode estar com fome de novo tão rápido?

Naquele ponto, Marcel Amaral já havia esquecido completamente do ferimento da irmã. Sua mente estava presa apenas ao fato de que ela havia saído para comer.

Ouvindo aquilo, Oceana Amaral soltou um suspiro suave. Virou o rosto para o irmão mais novo e perguntou: — Você está com fome? Quer ir comer alguma coisa?

Enquanto jogava na lan house, ele nem havia lembrado de comida, mas com a irmã mencionando o assunto agora...

Marcel Amaral esfregou a barriga vazia, sugou o ar entre os dentes e concordou de imediato: — Sabe de uma coisa, mana? Pensando bem, eu tô com uma fominha sim!

Ai, ai.

— Vamos logo.

Oceana Amaral caminhou em direção à escada rolante para entrar no shopping, com Marcel Amaral seguindo-a como um cachorrinho fiel. Foi só então que ele voltou a bajulá-la, perguntando: — Ei, mana, você ainda não me disse como queimou a mão! Está tudo bem? Dói muito? Só de olhar já me dá aflição...

— Fica quieta.

Ela estava prestes a desbloquear o celular para rolar a tela e matar o tempo quando uma ligação interrompeu seus pensamentos.

— Oi, mãe.

Oceana Amaral atendeu, pousando o copo de água de volta na mesa. — Aconteceu alguma coisa?

— Falta muito para vocês voltarem? Eu já comecei a preparar o jantar — perguntou a Senhora Amaral do outro lado da linha.

Oceana Amaral olhou para Marcel Amaral, que mal havia começado a devorar a pizza. Fez um cálculo rápido mentalmente e respondeu: — Vamos sair da cidade em meia hora, mais ou menos. Devemos chegar em casa perto das seis.

— Ah, tudo bem. A propósito, avise o Fabiano de uma coisa. O técnico do ar-condicionado veio aqui em casa esta tarde e instalou os aparelhos nos outros quartos, mas eu não deixei ele trocar o meu e do seu pai. Nós não temos o costume de ligar o aquecedor no inverno, o aparelho antigo para refrescar no verão já nos serve bem.

Explicou a Senhora Amaral ao telefone.

Ouvindo aquilo, Oceana Amaral franziu as sobrancelhas levemente, sentindo um incômodo, e disparou: — O Fabiano não está em casa?

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