Dito isso, Oceana Amaral desceu do carro com o irmão.
Somente quando viu o Bentley preto de Saulo misturar-se ao trânsito e desaparecer de vista, Oceana Amaral mudou de direção e caminhou para a beira da estrada.
— Mana, não íamos pro shopping? O que você tá fazendo?
Marcel Amaral, confuso, seguia a irmã. Vendo que ela tentava chamar um táxi para ir a outro lugar, ficou curioso.
— Não se preocupe comigo.
Enquanto falava, Oceana Amaral tirou da bolsa várias notas de dinheiro e as enfiou na mão de Marcel Amaral:
— Vá para onde quiser, divirta-se. Se ligarem de casa, diga que estou com você. Eu preciso resolver umas coisas agora e, quando terminar, volto para te encontrar.
Um táxi verde parou no meio-fio. Como era proibido estacionar por muito tempo naquele trecho, o motorista buzinava impaciente.
— Pronto, estou indo. Cuidado por aí.
Sem esperar para ver a reação do irmão, Oceana Amaral deu alguns passos rápidos, abriu a porta traseira e entrou no táxi.
Marcel Amaral ficou completamente atordoado, paralisado no lugar, apertando as notas amassadas na mão. Viu o táxi verde levando Oceana Amaral afastar-se cada vez mais e, só depois de um bom tempo, caiu em si.
Baixou a cabeça e contou as notas na mão: eram onze notas de cem!
Nossa, ele ia ficar rico!
Com esse pensamento, o cérebro de Marcel Amaral despertou. Esqueceu completamente o comportamento estranho da irmã e só conseguia pensar em chamar os amigos para comer, beber e ir para a lan house!
Oceana Amaral chegou ao aeroporto de Cidade R por volta das duas e quarenta da tarde.
Faltavam apenas vinte minutos para o voo de Francisco Barros chegar. Ela ficou parada na saída do T1. O vento estava forte e, como saíra com roupas leves, suas pernas já começavam a tremer de frio.
Ela havia esquecido que aquele frasco de remédio laranja, do tamanho de um polegar, era muito pequeno. Como poderia precisar de uma maleta daquelas?
— Não é nada demais, só tem um frasco dentro. É hábito meu.
Oceana Amaral assentiu, abriu a maleta, tirou o único frasco laranja que havia ali e guardou-o na própria bolsa. Em seguida, devolveu a maleta a Francisco Barros.
— O senhor já almoçou?
Oceana Amaral olhou para o homem de expressão fria à sua frente e perguntou:
— Se não estiver com pressa, gostaria de comer alguma coisa?
Desde que acordara ao meio-dia até aquele momento, Francisco Barros só comera um pão integral na sala de espera. Já eram três da tarde e ele entrava no plantão às oito da noite. Tinha cinco horas e, racionalmente, deveria voltar logo para descansar um pouco mais.
Mas, por algum motivo inexplicável, ao ouvir o convite de Oceana Amaral, Francisco Barros assentiu e respondeu em voz baixa:— Tudo bem.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Após a contagem regressiva da vida, Senhora Nunes acordou!