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Após a contagem regressiva da vida, Senhora Nunes acordou! romance Capítulo 67

O breve episódio durante o jantar logo ficou para trás.

Quando terminaram a refeição, a noite já havia caído completamente, transformando o céu azul-tinta em um manto escuro e profundo.

Como o tempo estivera bom durante o dia, a lua naquela noite estava especialmente grande e brilhante.

Oceana Amaral seguia atrás de Fabiano Nunes, enquanto o Mordomo Almeida os guiava por um caminho que adentrava a floresta silenciosa.

Embora o luar fosse intenso, as árvores ao redor eram altas e suas copas se entrelaçavam, bloqueando quase toda a visão do céu. Ouvia-se apenas o cricrilar suave dos insetos. Caminharam por um bom tempo sem avistar um único vagalume.

Seguindo na retaguarda, Oceana já começava a se arrepender. Havia saído de casa usando sapatos de salto baixo e, embora não fossem muito altos, caminhar por aquela trilha de terra irregular e levemente íngreme na floresta estava sendo exaustivo.

Ela continuava seguindo Fabiano com cuidado.

O grupo avançava silenciosamente para as profundezas da mata.

— Olha...

Depois de caminharem por um tempo indeterminado, Fabiano parou de repente.

Enquanto prestava atenção aos seus pés, Oceana Amaral inesperadamente colidiu com suas costas. Ela estava prestes a franzir a testa e perguntar o que havia acontecido, quando levantou a cabeça e, no segundo seguinte, uma cena de inúmeras vagalumes dançando levemente entre os ramos entrou em sua visão. Parecia ter entrado em um mundo de sonho fantástico.

Era como ter entrado em um mundo de sonhos.

Milhares de pontos de luz flutuavam diante de seus olhos, como pequenas lanternas vivas emitindo um brilho suave verde-amarelado. Eles voavam em grupos ou sozinhos, subindo e descendo, rápidos e etéreos. Um deles chegou tão perto que pousou delicadamente no braço de Oceana.

— É bonito?

— Sim...

Oceana estava hipnotizada pela visão.

Ela nem percebeu quando Fabiano Nunes segurou sua mão e a envolveu em um abraço suave. Seus olhos continuavam fixos nas luzes cintilantes acima de sua cabeça.

— Por que você me defendeu diante da imprensa ontem?

— Está bem?

Sem obter resposta, Fabiano apertou o abraço e perguntou novamente, baixinho.

Não estava nada bem. Nada mesmo.

Mas o que saiu dos lábios de Oceana foi:— Está bem...

Ao ouvir a resposta, Fabiano foi tomado por uma alegria incontrolável. Virou-a bruscamente para si. A floresta era escura e, mesmo tão próximos, ele não conseguia ver com nitidez a expressão nos olhos dela.

Mesmo assim, Fabiano fixou o olhar na mulher em seus braços. As respirações se misturavam. Ele baixou a cabeça lentamente, mas, no instante antes de seus lábios se tocarem, Oceana virou o rosto, ficou na ponta dos pés e o abraçou com força.

Tudo poderia ser fingido, exceto o beijo.

Fabiano Nunes neste momento estava completamente embriagado de felicidade, sua mente cheia estava apenas com o 'bem' que Oceana Amaral acabara de dizer, por isso naturalmente não percebeu sua estranheza, apenas a abraçou com força da mesma forma.

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