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Após a contagem regressiva da vida, Senhora Nunes acordou! romance Capítulo 61

Uma vez desperta, Oceana Amaral não tinha o hábito de comer e voltar a dormir.

Vendo a lentidão de Fabiano Nunes ao enxugar o rosto, ela pegou a toalha das mãos dele, limpou o próprio rosto num instante, foi ao banheiro escovar os dentes e só então saiu, envolta em seu roupão.

— O café da manhã é no quarto?

Era uma pergunta retórica.

Como Fabiano Nunes tinha manias de limpeza e um certo TOC, detestava comer em espaços privados como o quarto ou o carro. Por isso, vê-lo trazer o café da manhã para dentro do aposento fez com que Oceana Amaral o olhasse com desconfiança.

Fabiano Nunes olhou para Oceana Amaral, depois para os sanduíches sobre a mesa de cabeceira.

Meio sem jeito, ele apenas disse:— Vamos comer onde você quiser.

No início, Oceana Amaral tinha o péssimo hábito de comer na cama, mas, depois de tanto tempo com Fabiano Nunes, esses costumes foram sendo corrigidos aos poucos.

Ela pegou o sanduíche e o leite e caminhou para fora do quarto.

— Eu não tenho o hábito de comer na cama. Vamos para a mesa de jantar lá embaixo.

— ...Tudo bem.

Fabiano Nunes a seguiu escada abaixo.

À mesa, os dois comiam o mesmo tipo de sanduíche.

Fabiano Nunes a observou, hesitou por um longo momento, e finalmente disse:— Você não tem nada para fazer hoje, tem?

Oceana Amaral parou de mastigar e olhou para Fabiano Nunes, confusa. Ele parecia estranho demais hoje.

Desde quando cabia a ele perguntar se ela tinha tempo livre?

Fez uma maquiagem leve e escolheu no closet um casaco estilo Chanel, combinando com um vestido de lã preto justo. Prendeu os longos cabelos num coque baixo e frouxo, deixando apenas dois fios finíssimos caírem suavemente atrás das orelhas.

O visual, que exalava gentileza e serenidade, era o oposto completo da antiga Oceana Amaral, com suas peles extravagantes e saias justas.

— Vamos.

Oceana Amaral desceu as escadas carregando uma bolsa Chanel modelo clássico.

Sem adornos excessivos nas orelhas ou no pescoço, a gola alta preta moldava perfeitamente seu pescoço elegante. Ela parecia banhada numa luz matinal suave; tão serena que até o caimento do tecido transmitia paz.

Fabiano Nunes olhou para cima e paralisou. Ao ver a esposa parada na curva da escada, sentiu o coração levar um solavanco, e sua respiração falhou por um instante.

— Vamos logo, por que está aí parado?

Enquanto falava, Oceana Amaral caminhou até ele. Ao ver que ele continuava atônito, franziu levemente suas belas sobrancelhas.

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