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Após a contagem regressiva da vida, Senhora Nunes acordou! romance Capítulo 59

Oceana Amaral entrou no quarto e tirou o casaco, lembrando-se só então de que seu carro havia ficado na delegacia, já que voltara para casa dirigindo o Bentley de Fabiano Nunes.

A porta do quarto foi empurrada e alguém entrou.

Vendo que era Fabiano Nunes, Oceana Amaral disse:

— Você poderia pedir ao Assistente Matos para trazer meu carro de volta mais tarde? Ele ficou na delegacia.

Fabiano Nunes olhava fixamente para ela e, ao ouvir o pedido, apenas soltou um "hum" baixo.

Oceana Amaral virou-se, pegou a bolsa e tirou a chave do carro.

— A chave está aqui. Já está muito tarde hoje, peça para ele ir amanhã.

— Tudo bem...

Fabiano Nunes respondeu com a voz rouca.

Oceana Amaral, ouvindo o tom dele, finalmente olhou para ele de verdade. Com a expressão inalterada, apontou para o banheiro:— Vai tomar banho primeiro? Se for, eu vou pedir para...

— Hum...

Antes que Oceana Amaral pudesse terminar a frase, foi subitamente abraçada por Fabiano Nunes, que correu em sua direção e bloqueou seus lábios com os dele.

— Você, você, me solta, me solta...

Oceana Amaral lutava desesperadamente, mas Fabiano Nunes parecia não ouvir, continuando a abraçá-la com força, sua língua invadindo a boca dela, tentando aprofundar ainda mais o beijo, quando—

— Ai...

Fabiano Nunes recuou um passo, passando o polegar levemente pelo canto da boca, de onde já emanava um leve gosto metálico de sangue.

Oceana Amaral também recuou rapidamente, abraçando o casaco que acabara de tirar, encostando-se na parede e olhando para Fabiano Nunes com cautela, como se estivesse pronta para contra-atacar caso ele avançasse novamente.

— Oceana...

Incapaz de suportar vê-la tão defensiva contra ele, Fabiano Nunes deu um passo à frente. Seu cabelo, habitualmente impecável, estava completamente desarrumado, havia um corte vermelho no canto da boca com sangue ainda fresco, e os dois botões superiores de sua camisa social branca estavam abertos; ele parecia abatido e, ao mesmo tempo, um tanto rebelde.

Ele olhou para Oceana Amaral com os olhos cheios de tristeza.

— Oceana, me escuta, por favor...

Ele estendeu a mão, querendo tocá-la, mas ouviu-se um estalo.

Oceana Amaral continuava a encará-lo, mas em seus olhos só restava crueldade.

— ... Sim.

Depois de um longo tempo, Fabiano Nunes finalmente respondeu com um som abafado que sim.

— Hum, é você. Então está certo, não é?

Oceana Amaral riu com escárnio, nem um pouco surpresa com o resultado.

Já que a pessoa na foto era ele, a criança também devia ser dele.

Senão, por que seriam fotografados por paparazzi entrando e saindo de um hospital no meio da noite?

Oceana Amaral já havia tomado sua decisão internamente, mas não disse nada.

Fabiano Nunes não sabia que Oceana Amaral havia entendido errado, achando que ele tinha um filho com outra pessoa, então continuou a se explicar incessantemente:

— Oceana, a pessoa na foto sou eu, mas... mas aquilo foi tirado há muito tempo. Eu não sei por que divulgaram isso só hoje de manhã, mas eu prometo a você, não terei mais contato com aquela garota. Não vou mais te magoar, acredite em mim mais uma vez, por favor?

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