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Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 502

Lucas Franco, vendo que Júlia Guedes não reagia, cerrou os dentes em silêncio.

Olhando para as costas dela, ele disse:

— Pelo visto, você ainda confia mais nele.

— O que o Sérgio Santana tem de tão bom, afinal?

Júlia não se virou.

Mas ouviu todos os murmúrios de Lucas.

Não pôde deixar de dar um sorriso amargo.

Ela simplesmente odiava aquela sensação.

Estar sempre adivinhando, sempre tentando acreditar, como numa aposta de alto risco.

A pequena casa que Júlia acabara de comprar foi adquirida com ágio.

Por acaso, a família dos antigos donos ia se mudar para o exterior, e ela a comprou de imediato.

Vendendo ou guardando os móveis antigos, o lugar rapidamente ficou do jeito que ela gostava.

Júlia fazia sua mudança como uma formiguinha, levando algumas coisas do apartamento hoje e mais um pouco depois de amanhã.

A empresa de mudanças já havia ido ao antigo apartamento várias vezes.

Apenas hoje, ela viu outra pessoa se mudando.

— Senhora.

— Sra. Débora?

Débora a viu carregando várias sacolas grandes e pequenas, contendo pelúcias, porta-joias e coisas do tipo.

— A senhora vai fazer alguma doação para caridade? Quer que eu a ajude quando terminar aqui?

Júlia notou que ela usava luvas brancas de trabalho.

Débora explicou:

— Foi o Diretor Santana. Ele disse que não pretende mais morar neste lugar e me pediu para dar um fim nos móveis.

Júlia paralisou, ficando imóvel.

Surgiram em sua mente o sofá macio do apartamento dele e o armário de lanches que Dora tanto adorava.

Uma sensação de vazio a invadiu.

— A senhora está bem?

— Não é nada.

Júlia voltou a si, forçando um sorriso.

Débora não sabia em que pé estava a relação dos dois, achando que já tinham se reconciliado há muito tempo.

Afinal, para o chefe, dinheiro não era problema.

Trocar de casa hoje porque as vibrações estavam ruins, e amanhã porque acordou de mau humor, era algo perfeitamente normal.

Enquanto conversavam.

O som de uma freada brusca soou não muito longe dali.

Sérgio Santana saltou do carro antes mesmo de o veículo parar completamente, correndo apressado em direção à equipe de mudanças.

Ao ver Júlia, ele parou surpreso.

— Você...

Júlia balançou as coisas que segurava:

— Estou me mudando.

— Ah.

Sérgio apertou os lábios, reprimindo o batimento acelerado do coração.

— Eu também.

Júlia continuou onde estava, achando que Sérgio diria mais alguma coisa.

Mas não o fez.

O rosto dele mudou quando viu os funcionários da empresa de mudanças carregando uma mesa de escritório.

Em dois ou três passos, ele pulou na traseira da caminhonete.

— Cuidado, isso é muito caro.

— Deixem que eu mesmo faço.

Júlia observou o perfil dele em silêncio por um instante, virou-se e foi embora.

Depois de estabilizar a mesa, Sérgio abriu a gaveta rapidamente.

Dentro de uma caixinha de veludo, uma aliança cortada e quebrada repousava ao lado da outra.

Ainda bem, não havia se perdido.

Sérgio apertou a caixinha com firmeza e a guardou com cuidado no bolso.

— Júlia!

— Eu cuido da situação da Dora, fique tranquila.

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