Ambos pareciam tão habituados a esse tipo de cena que, em vez de intervir, ficaram provocando ainda mais.
— Tudo bem.
Júlia sorriu e usou um tom de brincadeira.
— Que tal nos divertirmos de verdade hoje? Eu bebo uma taça, e o Diretor Wagner bebe outra.
— Mas não essa.
Júlia levantou a mão para barrar o produtor que tentava servir a bebida.
Pediu que trouxessem uma taça de vinho tinto idêntica à sua.
— Vamos usar esta.
As informações que ela investigou mostravam que o Diretor Wagner tinha uma esteatose hepática leve.
Ainda assim, adorava beber.
E valia-se de seu status no meio para forçar as pessoas até o limite.
Podia ser que, quando fazia isso com seus próprios influenciadores, ninguém ousasse recusar; com ela, porém, a história era outra.
Numa parceria comercial, não existia subordinação.
Como previsto, ao ver a taça, o Diretor Wagner hesitou.
Foi servido apenas um pequeno fundo.
Quando Júlia esvaziou a sua taça, o Diretor Wagner rangeu os dentes e também virou a sua.
Depois disso, ele simplesmente perdeu o ânimo.
E passou o restante da refeição calado e emburrado.
— Sua resistência para o álcool é ótima.
Júlia riu e não comentou nada.
Da última vez, foi ele quem pagara a conta; dessa vez, Júlia assumiu a despesa, assegurando que ninguém devesse nada a ninguém.
No entanto, assim que terminou de pagar,
o Diretor Wagner, que já tinha saído, regressou. Ao ver Júlia sozinha, presumiu que ela estava desacompanhada e aproximou-se rápido para puxar sua mão.
— Sra. Júlia, eu... eu disse antes que a levaria se bebesse demais.
— Olhe para nós, agora sou eu quem bebeu além da conta. Que tal se você me levar para casa?
Percebendo a presença de garçons e com outras salas privativas abertas, Júlia quis evitar uma grande confusão.
Mas antes que pudesse dizer qualquer coisa, viu alguém se lançar à frente e empurrar o Diretor Wagner.
— Quem você pensa que é? Mostre mais respeito, ouviu bem?!
Com um corpo um tanto avantajado e suando frio pela bebida, o Diretor Wagner quase caiu ao chão com o baque nem tão forte.
— Quem é você?! Como ousa me empurrar?
— Oh, não é o Diretor Franco?
Lucas Franco riu com frieza: — Não me parece tão bêbado assim, já que está de agarramento.

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