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Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 478

Ao ver o comportamento inútil do filho, Simone Santana quase desmaiou.

Sérgio Santana lançou a ele um olhar que beirava um sorriso cínico.

Aquela expressão parecia de alguém prestes a engolir o outro vivo.

— Se não quer dar, então não dê.

O espetáculo grotesco da família de Simone finalmente chegou ao fim.

Mas Sérgio Santana se animou.

Quando Júlia cortava frutas na cozinha, ele a seguia.

Quando ela foi para o escritório revisar documentos, ele continuou atrás.

— O que você quer? — Júlia não aguentou mais e lançou um olhar fulminante ao vê-lo espreitando-a como um lobo observando sua presa, mantendo certa distância.

— Nada.

Sérgio Santana encostou-se no batente da porta, com um dos pés ligeiramente flexionado, tocando o chão com a ponta.

— Você ficou com pena de mim agora há pouco, não ficou? — perguntou, sorridente.

— Hã?

— Quando a Tia Simone disse que eu estava tão doente que iria morrer.

— Sérgio Santana!

Júlia colocou o celular virado para baixo sobre a mesa.

— Não fique falando essas coisas em pleno Ano Novo.

O coração de Sérgio se amoleceu.

O pequeno escritório estava impregnado com a fragrância de frutas cítricas que ele adorava.

Era a mesma receita de perfume que Júlia fazia para ele no passado.

Diferente da essência da empresa, aquele aroma, misturado ao cheiro de madeira da antiga mansão, era mais quente e acolhedor.

Sérgio Santana nunca tinha se sentido tão em paz.

Imerso naquela atmosfera, ele quase não conseguiu se segurar e esteve a ponto de revelar tudo sobre o erro de diagnóstico.

Mas o medo de arruinar aquela afeição tão duramente conquistada o impedia.

Mesmo que fosse apenas por pena de Júlia.

— Amanhã você leva a Dora para casa. A menina não para de falar no coelhinho, assistiu ao vídeo da câmera de segurança umas oitocentas vezes esta noite.

— E você?

Sérgio tirou o celular, resignado, e acenou com ele diante de Júlia.

Ele até tinha compartilhado a senha do celular com ela, então não havia segredos.

— A partir de amanhã, os executivos da empresa vão começar a vir me visitar. Ficar aqui será muito tedioso.

Sérgio Santana podia ficar doente e não ir trabalhar.

Porém, Sérgio Santana já havia dado uma olhada nisso tudo antes do feriado, poupando a ela a maior parte do esforço.

Por volta das nove da noite, Júlia Guedes foi buscar Sérgio conforme o combinado.

Ela já havia estado algumas vezes no restaurante giratório no topo daquele hotel.

No entanto, devido ao feriado de Ano Novo, todas as empresas e lojas do térreo estavam fechadas, deixando o saguão excepcionalmente deserto.

Sérgio Santana já estava preso naquela bebedeira por mais de três horas. Como todos ali eram funcionários da empresa e notaram que ele realmente tinha compromisso, não insistiram para que ficasse.

Ao sair do elevador, sua intenção era ligar para Júlia, mas não esperava ser interrompido no meio do caminho.

— Sérgio Santana, eu preciso falar com você.

Um homem embriagado se colocou à frente dele.

— Lucas Franco, o que faz aqui?

— Hehe, o que eu faço aqui...

Lucas repetiu as palavras.

Aqueles últimos dias tinham sido de pura humilhação, precisando implorar a todos.

Arthur Franco não conseguia nem salvar a si mesmo, e Lucas finalmente compreendeu que, sem a proteção do pai, ele nunca teria conseguido abrir uma empresa, tampouco realizar qualquer coisa.

— O que é preciso para que você deixe o Grupo Franco em paz? O que vai fazer você parar?

— Me diga.

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