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Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 477

Sabrina Campos fez menção de enrolar o cachecol nele.

Sérgio Santana rapidamente deu um passo para trás, franzindo a testa e prestes a esbravejar.

— Moça, eu também gosto de cachecol vermelho. O papai não precisa disso, a mamãe já comprou um monte para ele. Por que você não dá para mim? — disse Dora, dando risinhos.

Dona Helena Santana ouviu aquilo e lançou um olhar para a garotinha.

Apesar da pouca idade, a menina já sabia como salvar as aparências de todos; era formidável.

— Crianças devem aprender a ser econômicas e não esbanjar. Esse cachecol é comprido e de uma marca de luxo. Imagino que a Júlia não deixaria a filha aceitar. — disse Sabrina Campos, recusando a gentileza com uma voz fina.

Seus olhos se curvaram num sorriso suave e delicado, emanando a fragilidade típica de uma donzela poética.

— Eu vi as fotos vazadas na internet e os internautas elogiaram bastante o fato de a Dora não usar roupas luxuosas. Isso não deve ser só um personagem montado, não é?

— Ai, peço desculpas. Acabei esquecendo de comprar um presente para a criança.

Com poucas palavras, ela havia dado a facada.

— Parece que a senhorita Campos fez uma investigação completa antes de nos visitar? — sorriu Júlia Guedes.

— Eu... eu não fiz isso.

— Júlia, o que você quer dizer com isso? Acha que todo mundo é calculista como você? Em pleno Ano Novo, que baixo calão! — defendeu Simone Santana.

Júlia nem sequer olhou para ela diretamente.

— É mesmo? E a Tia Simone, apontando o dedo na cara das pessoas e amaldiçoando-as com doenças graves em pleno Ano Novo, tem qual moral?

Sérgio Santana ficou surpreso ao ouvir aquilo.

— E você, senhorita Campos.

— Já que você entende tanto sobre 'personagens', presumo que passe bastante tempo fuxicando na internet. Então você definitivamente sabia que a criança estaria em casa. Façamos o seguinte: quanto custa esse cachecol? Eu vou comprá-lo. — disse Júlia, segurando a mão da filha.

Ela pegou o celular e abriu o aplicativo de pagamento.

Sabrina Campos ficou completamente atônita.

Olhou para Sérgio Santana, prestes a derramar lágrimas.

— Se a Tia Simone estiver precisando de dinheiro, pode me dizer logo. Afinal, eu ainda não guardei o talão de cheques. — disse Sérgio Santana friamente, percebendo a ação.

Isso era um lembrete de que a terceira ramificação da família já havia sido banida da empresa.

O dinheiro que usavam para sobreviver era apenas as migalhas que Sérgio Santana deixava escapar por entre os dedos.

Se continuasse desrespeitando Júlia Guedes, eles acabariam tendo que implorar por cheques rasgados para viver.

Dona Helena Santana havia permanecido ali o tempo todo, em silêncio e sem se mover, apenas para ver se aquele menino tolo do Sérgio finalmente tinha caído em si.

Aquela Sabrina Campos era a cópia fiel de Clarice Cardoso.

— Chega, podem ir embora. Não os acompanharei até a saída.

O rosto de Simone Santana ficou pálido e esverdeado de tanta fúria.

Ela menosprezava um mísero cheque.

— Irmão, eu posso preencher um valor? — no entanto, Osvaldo Santana não resistiu e estendeu a mão.

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