Entrar Via

Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 461

— Oreo?

Sérgio Santana olhou para o coelho e sorriu.

— Como esperado da minha filha, até os nomes que escolhemos são iguais.

— Iguais a quê?

Sérgio explicou:

— O papai também teve dois coelhinhos quando era criança, um preto e um branco, que se chamavam Oreo.

— E onde eles estão?

Sérgio pareceu se perder em pensamentos, e sua expressão desvaneceu.

— Morreram.

Júlia Guedes notou que o tom da voz dele havia mudado.

Ao olhar para ele, percebeu que até o seu semblante estava opaco.

Ela teve a intuição de que aquilo tinha algo a ver com aquela casa, ou melhor, com os pais de Sérgio.

— Ah?!

Dora abraçou com força a gaiola do seu coelho.

— Então o papai não pode encostar no meu coelhinho.

Sérgio acariciou o rosto da filha.

— Está bem, se você se comportar, o papai não vai mexer em nada.

— Eu me comporto, a Dora sempre se comporta!

Sérgio também havia comprado uma série de acessórios.

Havia uma gaiola interna, um cercadinho para eles andarem soltos e uma casinha para se esconderem.

Pelo visto, ele realmente já havia criado coelhos.

Várias vezes, Júlia quis perguntar sobre o porão e os coelhos mortos, mas não encontrou a oportunidade certa.

Sérgio estava arregaçando as mangas para montar o cercadinho.

Aquele casal de coelhos havia se tornado a nova diversão de pai e filha.

Júlia balançou a cabeça e se virou para ir à cozinha preparar a comida.

Para cuidar de Sérgio, que estava doente, Júlia preparou hoje uma canja de galinha bem leve.

Para a carne, escolheu cortes macios de bacalhau acompanhados de vegetais.

A comida logo estaria pronta.

Desde que Sérgio voltou para aquela mansão, embora tentasse agir o mais normalmente possível, Júlia conseguia perceber.

Ele falava bem menos e se perdia em pensamentos com frequência.

Quando não havia ninguém por perto para incomodá-lo, o seu rosto ficava praticamente sem expressão.

Como uma flor que já passara da época de floração, murcha e sem vida.

Na hora de mastigar e engolir, parecia querer dividir cada grão de arroz em oito pedaços antes de comer.

— O que foi? O seu estômago está incomodando e você não consegue comer?

Sérgio se assustou por um momento:

Sérgio manteve a cabeça levemente abaixada.

A luz suave caía sobre o seu rosto, mas, em vez de trazer calor, apenas acentuava a profundidade do seu nariz e dos seus olhos.

— Se eu te contasse, você ainda teria rompido com o Lucas Franco?

Ao dizer isso, Sérgio não pôde deixar de espiar a expressão de Júlia.

Ele escolheu as palavras com cuidado.

— Você já parou para pensar que o Lucas talvez não seja completamente ignorante sobre tudo isso?

Ao ouvir isso, Júlia finalmente compreendeu.

Sérgio tinha medo de que ela se deixasse cegar pelos sentimentos e revelasse o plano para o Lucas Franco, então decidiu enganá-la também.

Dessa forma, quando Arthur Franco e Lucas Franco ligassem, a sua raiva e frieza pareceriam absolutamente genuínas.

— Você...

Júlia acabou rindo de tanta raiva.

Ela respirou fundo antes de perguntar novamente:

— Você acha que eu atuo mal ou pensa que sou idiota?

Sérgio estava com a cabeça levemente abaixada, tentando ver se Júlia estava com raiva.

Ao ouvir aquilo, seus olhos se curvaram em um sorriso.

Ele estendeu a mão e afagou a cabeça de Júlia, da mesma forma que fazia com Dora.

— Você não é idiota. O idiota sou eu.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Ame-me Outra Vez, Minha Ex!