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Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 462

A expressão de Sérgio Santana demonstrou uma breve melancolia.

— Deixe isso comigo.

— Já avisei aos meus contatos superiores. Assim que o Grupo Franco der um passo, o processo de investigação fiscal avançará novamente. Quando isso acontecer, irei falar com ele.

Após a conversa, Júlia caminhou devagar até a porta.

Ela não conseguiu resistir e olhou novamente para Sérgio.

— Como você está se sentindo agora?

— Hum?

— O Dr. Mendes disse que essa dor piora à noite. Pediu para eu ter o sono mais leve.

Sérgio não havia comido quase nada agora pouco.

Talvez fosse algo psicológico.

Desde que soubera que aquela doença não o mataria, a dor parecia ter diminuído. Além disso, ele sempre foi muito bom em tolerar a dor.

— Ai.

Sérgio colocou a mão no estômago.

— Agora que você mencionou, parece que estou sentindo um incômodo.

Júlia assentiu com a cabeça:

— Então, pelo visto, não é nada grave.

Na manhã seguinte, bem cedo, Éder chegou com as malas de Sérgio.

Além das roupas de uso diário e dos documentos da empresa, havia várias sacolas e pacotes de ração para coelho, feno Timothy, além de diversos comedouros e bebedouros.

Ele também trouxe um guia de cuidados com coelhos que tinha áudio.

— Bom dia, Tio Éder!

Dora falou bem alto, animada com os petiscos para Oreo e Oero.

Éder sempre manteve uma imagem de máquina implacável na empresa.

Mas hoje, estava curioso.

— Entendo o nome Oreo, mas o que é Oero?

— Hehe.

O grande Diretor Santana deu um sorriso desdenhoso:

— Você não sabe nem isso?

— O senhor... sabe?

Sérgio, que às vezes parecia ainda mais robótico que Éder, sentiu um forte senso de superioridade.

Dora estava agachada no chão, abrindo os pacotes de petiscos para os coelhos.

— Tio Éder, você precisa olhar com bastante atenção. O preto com manchas brancas nos olhos é o Oreo.

— O branco com manchas pretas nos olhos é o Oero.

Sérgio, vendo Júlia ali perto, não resistiu a querer se exibir.

— Como você não conhece as brincadeiras dos jovens de hoje?

— Antes de se casar com a senhora, o Diretor Santana morava no apartamento enorme que tem no centro ou passava a noite no alojamento da empresa. Ele nunca morou nesta mansão.

— Quanto aos pais dele, eu também não sei muito. Só ouvi dizer que foi um casamento arranjado por interesses comerciais e que a relação deles não era das melhores.

Júlia assentiu com a cabeça.

Éder olhou para ela.

— Mas fico feliz em ver que a senhora se importa com o Diretor Santana. Ele...

Como secretário, ele não deveria se meter em assuntos pessoais.

Éder hesitou por um momento, mas não conseguiu se conter.

— Quando o Diretor Santana descobriu o tipo sanguíneo da senhorita Dora, a primeira coisa que ele fez foi bloquear a informação. Na verdade, àquela altura, a escritura pública de guarda já estava pronta. Ele realmente queria abrir mão de tudo para que a senhora e a senhorita Dora pudessem ter uma vida melhor.

— Foi só depois, quando descobriu essa doença...

Ao ouvir isso, Júlia franziu a testa.

Ela já sabia daquela notícia, mas continuava a se enganar, sem querer ouvir mais ninguém repetir aquilo.

Como se, ao ignorar, pudesse fingir que nunca tinha acontecido.

O sono de Júlia era leve. Desde que teve depressão pós-parto severa, três anos atrás, ela também passou a ter dificuldade para dormir em camas estranhas.

Ela se revirava de um lado para o outro por causa daquela casa.

Quando o sono finalmente começava a chegar, de repente, ela ouviu gritos vindos do quarto de Sérgio.

Gritos horríveis, de quem foge de algo, como se estivesse sendo perseguido por demônios.

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