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Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 441

— Tantos anos e só teve uma menina. Não é como se fosse um tesouro de ouro. Agora veja só, além de dar prejuízo, você não a quer, e os outros também não.

— Nesse caso, seria melhor me dar a garotinha para criar. Contanto que paguem uma boa pensão alimentícia, garanto que ela ficará gordinha e saudável.

Sérgio ouvia as palavras de Vera, que saltavam de sua boca sem parar, e sentia o estômago revirar de desgosto.

Mas sua irritação não era apenas com o que ela dizia.

E sim porque se lembrou da infância de Júlia.

Ela devia ter sofrido muitas injustiças dentro da própria casa.

E, mesmo depois de casar com ele e entrar para a família Santana, não havia sido tratada da melhor forma.

Júlia, no entanto, nunca amaldiçoou os céus ou culpou os outros. Pelo contrário, destacava-se no trabalho e lidava excelentemente com as relações interpessoais.

Sérgio pensou no rostinho bochechudo e rosado da filha.

— Fale. Foi Arthur ou Lucas Franco? Quanto pagaram a você e quais foram as condições?

— Ninguém me pagou.

Vera assumiu uma expressão inocente.

— Que negócio de Franco o quê? Eu só estava com saudade da minha neta e pensei em aliviar o peso de vocês.

— Diretor Santana, no futuro você também deve se casar com outra pessoa. Não seria conveniente carregar a filha da ex-mulher por aí.

Na visão de Vera, a família Santana era rica, sem dúvida.

Mas esse dinheiro jamais seria dela.

Nos últimos anos, Sérgio lhe deu menos de cem mil reais no total. Isso servia para quê?

Uma única bolsa já custava dezenas de milhares.

Seria mais vantajoso trocar pela família Franco. Ao menos, se Júlia casasse com eles, seria a esposa legítima.

Sérgio encarava o cinismo daquela mulher, sentindo os nós dos dedos estalarem de tanta fúria.

Ele não queria esperar nem mais um segundo.

Decidiu apenas sentar no restaurante, aguardando que Éder investigasse e trouxesse um relatório.

Tinha passado a noite anterior doente.

E naquele dia quase não havia comido nada.

Sérgio sentia como se houvesse um moedor de carne em seu estômago. Até beber água lhe dava vontade de vomitar.

Pouco tempo depois, Éder telefonou.

— Provavelmente foi Arthur Franco quem procurou a mãe e o irmão da senhora Júlia. Descobri que entrou mais de um milhão nas contas deles.

— Além disso, eles compraram passagens para o Vietnã logo após as festas de fim de ano, e uma delas foi emitida usando o passaporte infantil da senhorita Dora.

Ele hesitou, parecendo tenso com o que estava prestes a dizer.

Sérgio apoiou as mãos na mesa para se levantar.

No entanto, por ter ficado sentado tanto tempo, a mudança brusca de postura pareceu estirar repentinamente o estômago que estava contraído em repouso.

As oscilações emocionais extremas agiam como agulhas atravessando a área dolorida.

Um espasmo violento detonou em seu abdômen superior, como uma explosão.

Foi movido puramente pela força de vontade que ele conseguiu terminar a frase.

— Vou ao banheiro.

Num instante, ele trancou a porta da cabine.

No instante seguinte, um líquido quente e com gosto férreo subiu impetuosamente pela sua garganta.

Apoiando-se no vaso sanitário, Sérgio vomitou sangue, espirrando para todos os lados.

Ele cerrou os dentes de trás.

Suportando ondas sucessivas de dor excruciante.

Sem sequer notar que, não apenas o seu rosto, mas a própria pele de seus dedos havia ficado pálida e sem cor.

Não sabia quanto tempo havia se passado.

Ate que, completamente sem forças, encostou-se na porta da cabine e perdeu a consciência.

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