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Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 440

Após observar Júlia e sua filha se afastarem, Sérgio caminhou em direção à área verde.

A pessoa de boné e máscara virou-se, fingindo ser um estranho e apressando-se para ir embora.

— Pare aí mesmo.

A voz de Sérgio soou fria e indiferente.

As costas do homem enrijeceram, mas ele fingiu não ter escutado.

— Henrique.

— Cu-cunhado.

Para ser sincero, após confirmar que se tratava de Henrique, Sérgio sentiu-se menos tenso.

A mãe e o irmão de Júlia eram sempre uma opção menos perigosa do que pessoas contratadas a dinheiro.

O único problema era que aqueles dois não tinham um pingo de noção.

Sérgio massageou as têmporas:

— Eu acredito ter dito...

— Eu sei, eu sei.

Henrique se apressou em interrompê-lo:

— Você disse, cunhado, que a minha irmã é uma figura pública e não pode ficar constantemente nas tendências por causa de notícias negativas. Ah, e foi exatamente o que eu disse para a minha mãe.

Percebendo as entrelinhas na fala dele, Sérgio perguntou:

— Mas...?

Henrique fez uma expressão de constrangimento e vergonha.

— Na verdade, antes de sair de casa, eu comentei com a minha mãe que, mesmo você e a minha irmã já estando divorciados há tanto tempo, você ainda me ajudou a conseguir a vaga de intercâmbio no exterior e pagou a fatura altíssima do cartão de crédito dela um tempo atrás.

— Você sabe como é a minha mãe, acostumada a gastar dinheiro sem limites no passado.

Sérgio olhou para o relógio.

— Vá direto ao ponto.

— É que... a minha mãe está no carro. Que tal a gente procurar um lugar para conversar?

Fazia muito tempo que ela não ia a um restaurante de luxo.

Vera olhou para as roupas simples que vestia e sentiu-se extremamente deslocada.

Quando Alberto foi para a prisão, as dívidas de jogo não haviam sido perdoadas.

Sérgio primeiro ordenou que recuperassem o dinheiro restante de Alberto, e depois enviou pessoal para investigar os imóveis que Júlia havia perdido em golpes, além das economias e artigos de luxo vendáveis registrados no nome de Vera.

Sérgio não respondeu.

Então, Vera esfregou as mãos.

— Veja bem, eu fiz exatamente o que você mandou. Depois que a Júlia voltou para o país, nas duas chamadas de vídeo que fizemos, eu garanti que eu e o Henrique estávamos bem, para não preocupá-la. Mas, no fim das contas, ela ainda é minha filha.

— Faltou dinheiro de novo?

— Não é bem assim. A Júlia me dá pouco mais de dez mil por mês, o que não dá para nada. Olha o extrato que eu imprimi. Por causa do que aconteceu com o Alberto, fui demitida mais cedo e a minha aposentadoria é uma miséria.

— Nessas situações, o tribunal sempre leva em conta a condição financeira ao decidir sobre a guarda.

Sérgio notou imediatamente o problema naquela frase.

— Guarda? Quem lhe falou sobre isso?

— Isso... Ai, você ainda fica encobrindo a Júlia.

Vera mexeu suavemente a colher em sua xícara de café.

Um restaurante daquele nível a fazia reviver a alegria de seus dias de riqueza.

— Eu já ouvi os boatos. A nossa Júlia vai se casar e entrar para a família Franco. É no mesmo prédio que eu visitei da outra vez. Eles gostam muito dela, mas não aceitam a criança.

— Eu já disse incontáveis vezes à Júlia: se casar com você significa que ela deveria cuidar bem de você.

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