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Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 439

Júlia fingiu estar ponderando profundamente antes de adotar uma expressão de quem tomara uma decisão difícil.

— No entanto, preciso ver o original do laudo do exame de sangue da Dora primeiro.

O fundo da chamada de vídeo de Arthur parecia ser dentro de uma empresa.

Júlia o viu sair do enquadramento da câmera, caminhar para o lado direito e desaparecer por um momento antes de retornar.

— A minha sinceridade já foi demonstrada, então espero que a Senhorita Guedes aja rapidamente e não me faça esperar muito.

Arthur mencionou os nomes de alguns projetos.

Como Júlia havia lidado com os assuntos da Oceano por um tempo, percebeu que aqueles eram projetos centrais que afetariam a força vital da empresa.

Ela assentiu com a cabeça:

— Eu entendi.

Nos dias em que não tinha trabalho, Júlia não costumava sair de casa.

Ocasionalmente levava Dora para brincar fora e, ao voltar, sempre encontrava Sérgio passando de forma "despretensiosa".

Fosse levando o lixo para fora ou voltando do supermercado.

— Que coincidência.

Sérgio vestia roupas de ficar em casa escolhidas a dedo, e até o ângulo em que as pontas de seu cabelo caíam parecia ter sido meticulosamente planejado.

Ele prestava tanta atenção em Júlia que lembrava vividamente de todas as pessoas que haviam passado por ela e de quantas vezes ela franzia a testa após se encontrarem.

Sérgio abraçou a filha.

— Ficou mais pesada.

— Não fiquei nada.

Dora fez beicinho.

Sérgio olhou para Júlia e, ao virar a cabeça para trás, não pôde deixar de franzir o cenho.

Tinha uma sensação inexplicável de estar sendo vigiado.

O fluxo de veículos no condomínio era grande, e espelhos convexos estavam posicionados em todas as esquinas.

A poeira acumulada neles deixava as superfícies, outrora brilhantes, com um aspecto velho e embaçado.

E foi ao virar a cabeça que Sérgio cruzou o olhar com uma pessoa que usava boné e máscara.

— Papai, o que foi?

Sérgio colocou Dora de volta no chão, deixando que Júlia segurasse sua mão.

— Leve ela para cima. Lembrei de repente que não tenho temperos em casa, preciso ir comprar.

— Então vou levar a Dora para esperar na sua casa?

Sérgio ficou surpreso.

Dora correu até lá, ignorando completamente o piano que sempre precisava praticar, com os olhos fixos apenas nos coelhinhos.

— Mamãe, olha! Esses bonequinhos de caixa surpresa são muito difíceis de conseguir, eu não tenho nenhum.

— Eu gostei desse com roupinha jeans. Se eu implorar pro papai, será que ele me dá?

Ela revirou sua pequena mochila de pano e tirou uma nota de cem reais de cor avermelhada.

Júlia não sabia se ria ou se chorava com a atitude da filha.

Ela deu uma volta pelo cômodo e notou que a porta do escritório estava aberta.

Os livros dentro das caixas de papelão ainda não haviam sido devidamente organizados.

Porém, era possível ouvir o som das ventoinhas do computador trabalhando.

Júlia acariciou a nuca da filha:

— Dora, vá tocar um pouco de piano. Daqui a pouco o papai volta e teremos coisas gostosas para comer.

Dora assentiu com a cabeça e deu um sonoro "Humm!".

Apenas quando a viu se afastando aos saltos, Júlia ligou a tela do monitor.

Felizmente, aquele computador era como o do escritório do presidente: exigia apenas uma senha, sem a necessidade de desbloqueio por impressão digital.

Ela abriu a pasta de um projeto.

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