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Adeus, Meu Ontem! romance Capítulo 61

Alícia debateu-se com força, mas a mão de Kylen apertou seu braço com ainda mais vigor, deixando seu rosto vermelho pelo esforço. — Fugindo de mim?

Com que direito esse homem conseguia dizer algo assim com tanta leveza?

Ela achou aquilo ridículo, mas não conseguiu rir. Depois de se acalmar, parou de lutar.

— Mas você não está errado em dizer isso.

Ela encarou diretamente o olhar frio e profundo de Kylen.

Pronunciando cada palavra com clareza, ela disse: — Você já ouviu aquele ditado? Se uma pessoa não quer ter azar, deve manter distância da praga. Eu estou apenas evitando você. Não sei se essa resposta satisfaz o Diretor Lourenço.

Kylen fechou a expressão, encarando o rosto de Alícia, e de repente soltou um riso de escárnio. — A boca continua dura.

— Se você quer pensar assim, eu não posso fazer n... Hum!

Alícia foi subitamente puxada. O homem segurou seu queixo, forçando-a a erguer a cabeça, e beijou seus lábios com força.

— Kylen, me solta... Hum! Vá procurar a Yolanda... Seu canalha!

No momento em que Alícia abriu a boca para xingá-lo, ele aproveitou a oportunidade para invadir impiedosamente entre seus dentes, enquanto a mão que segurava seu queixo deslizou para a nuca, prendendo firmemente a parte de trás de sua cabeça.

Alícia tinha cerca de um metro e sessenta e sete de altura, e como estava usando sapatos baixos naquele dia, ficava muito menor que Kylen, que tinha quase um metro e noventa.

Ela foi forçada a esticar o pescoço para suportar o beijo profundo e cruel do homem.

Uma raiva intensa fez seus olhos ficarem vermelhos.

Assim que ela levantou o pé para chutá-lo, Kylen pareceu prever seu movimento. Com um giro, ele a prensou contra o canto da parede, envolvendo-a com seu peito largo e obrigando-a a abrir a boca.

Um cheiro estranho de perfume invadiu suas narinas, e a mente de Alícia involuntariamente evocou a imagem de Kylen carregando Yolanda para o elevador naquela manhã.

— Por que você está chorando? — A ponta dos dedos de Kylen roçou o canto dos olhos dela, e a lágrima morna que ficou em sua pele esfriou instantaneamente com o vento.

Kylen deu-lhe um pouco de ar e voltou a beijá-la.

Logo o corpo de Alícia amoleceu. Kylen abraçou sua cintura, mantendo-a presa em seus braços, e olhou para ela, ofegante. — A boca continua dura?

Recuperando um pouco das forças, Alícia o empurrou com violência, mas assim que levantou a mão, teve o pulso capturado por Kylen.

— Não tinha medo de dor? — Ele fechou a cara, segurando o pulso dela, e o polegar acariciou a palma da mão dela, que estava vermelha de tanto bater nele.

Os olhos marejados de Alícia transbordavam fúria. — Se for para te bater, não me importo de sentir o dobro da dor!

Kylen aumentou a força no aperto e baixou a cabeça, prestes a beijá-la novamente.

Nesse momento, uma voz suave veio de não muito longe, atrás de Kylen: — Alícia, Kylen?

— E agora? — Os lábios de Alícia estavam vermelhos pelo beijo, delicados e tentadores, e seu leve sorriso a fazia parecer uma verdadeira feiticeira. — Sua namoradinha de infância veio te procurar.

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