O grupo seguiu Alícia até o elevador, saiu pelo saguão do prédio, entrou em uma van e partiu.
Assim que chegou ao departamento, Alícia ouviu os colegas discutindo.
— Morreu de overdose... Quando a polícia chegou ao local, a sala estava uma bagunça. Hugo ainda tinha uma seringa espetada no braço com substância que não tinha sido totalmente injetada. Brincou demais, ficou excitado demais e o corpo não aguentou.
A mídia era bem informada. Mesmo que a causa da morte de Hugo tivesse sido bloqueada pela polícia, eles ainda conseguiam descobrir alguns detalhes internos.
Alícia parou seus passos.
Ela havia investigado secretamente o clube que Hugo mantinha e que já tinha sido fechado. Hugo e seu grupo usavam drogas para controlar aqueles jovens vulneráveis, mas ela não esperava que ele mesmo também usasse.
Morrer dessa forma, pensando bem, era o castigo merecido.
Assim que Alícia se sentou, a janela de chat do Diretor Barros apareceu: [Venha aqui dentro.]
Ao entrar no escritório do editor-chefe, Lucas sinalizou para que ela fechasse a porta.
Tanto mistério... Alícia, embora confusa, obedeceu.
— Editor-chefe, o senhor queria falar comigo?
Lucas ergueu levemente a sobrancelha ao ouvir o "Editor-chefe".
Em situações normais, quando Alícia estava preocupada, ela o chamava de Editor-chefe. Quando estava extremamente deprimida, chamava-o de Diretor Barros.
Trabalhando juntos há tantos anos, ele tinha aprendido um pouco sobre ela e sempre conseguia sondar o humor de Alícia pela forma como o chamava.
— Hugo morreu. O que você acha disso?
Alícia: — Não sou legista, nem policial. O que eu poderia achar? Se você faz questão de perguntar, do ponto de vista profissional, essa notícia é bombástica...
Alícia baixou a cabeça sem dizer uma palavra, cheia de preocupações, perdida em pensamentos.
Lucas bateu os dedos na mesa. — O que passou, passou. Não pense mais nisso. À noite, o nosso departamento vai sair para beber junto.
Alícia levantou a cabeça e olhou para ele. — Qual é o tema?
— Você pode entender como uma comemoração — disse Lucas, com a cara mais séria do mundo.
Alícia riu instantaneamente.
Depois do expediente, o grupo dividiu-se em três carros e foi para o maior clube de entretenimento da Cidade Linvar — o Ébrio da Noite.
Não muito longe dali, um sedã preto passou pelo estacionamento do lado de fora do bar.
Pela janela aberta, Kylen ergueu os olhos e lançou um olhar profundo para o grupo que entrava no clube, enquanto seus dedos tamborilavam suavemente no apoio de braço.

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