Mais tarde, depois de adultos, não se sabe o que deu nele para dizer, sem vergonha alguma, que gostava dela.
Alcides continuou com sua expressão zombeteira e perguntou, em tom de agrado: — Ouvi dizer que os guarda-costas do lado de fora do quarto do Hugo foram retirados. Quer que eu acabe com a raça dele?
O sangue no peito de Alícia ferveu.
Antes, os homens de Kylen estavam vigiando o quarto de Hugo. Agora que foram retirados, isso significava que os ferimentos de Hugo já tinham melhorado e ele podia ter alta?
Ao pensar nas cenas de ser arrastada para o beco e espancada, Alícia sentiu um frio que parecia sair de dentro dos ossos.
No entanto, ela já tinha decidido ir para o Reino Unido como correspondente internacional. Faltando menos de dois meses, ela não queria se envolver em problemas agora que pudessem afetar a aprovação da sua saída.
— Quem você quer matar não tem nada a ver comigo.
Alícia virou-se e entrou no carro de reportagem, fechando a porta com um estrondo.
De fato, era hora do almoço. Alícia e o colega voltaram para o refeitório da emissora para comer.
Assim que desceu do carro de reportagem, Alícia, com a mochila nas costas, ajudava o colega a carregar o equipamento quando, de repente, um rugido ensurdecedor se aproximou.
Um carro esportivo vermelho passou raspando por Alícia!
Quase a atropelou.
O carro deu uma volta em torno dela, a janela desceu, revelando um rosto devasso.
A pessoa tinha a cabeça enfaixada, um sorriso frio nos lábios e um olhar sombrio e feroz fixo nela, como se quisesse despedaçá-la.
Alícia apertou os dedos com força.
Hugo!
A velocidade do carro aumentou bruscamente, passando rente a Alícia e entrando na rua com um estrondo.
O colega, ainda em choque, gritou: — Louco! Alícia, você está bem?
Alícia balançou a cabeça. — Estou bem.
Aonde quer que ela fosse, Hugo aparecia como uma assombração. Ele a estava seguindo?
Não.
Hugo era mau por natureza. Ele tinha inúmeros métodos para torturar alguém. Ele queria usar aquele jogo de gato e rato, aparecendo constantemente diante dela para desgastar sua vontade aos poucos, fazendo-a sentir medo e enlouquecer.
Meia-noite.
O celular de Alícia não parava de emitir sons de notificação, tocando incessantemente e impedindo-a de dormir.
Ela foi obrigada a acender o abajur e, com os olhos sonolentos, pegou o celular para verificar as mensagens.
O grupo do departamento e os grandes grupos de jornalistas estavam em polvorosa, todos com mais de 99 mensagens não lidas.
Ao abrir as mensagens, os dedos de Alícia pararam.
Hugo morreu!

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