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Adeus, Meu Ontem! romance Capítulo 449

Os passos de Kylen se aproximaram da cama de hospital. Ele pegou a meia tigela de caldo que ainda restava sobre a mesa.

— Você está bem?

A voz de Alícia fez com que a mão dele, que segurava a tigela, enrijecesse por um instante.

Agindo como se nada tivesse acontecido, ele segurou a colher e levou um pouco do caldo até os lábios dela.

— Estou bem.

— Que bom. — Ela murmurou, sem saber se dizia aquilo para Kylen ou para si mesma. — Que bom.

Ela não tomou o caldo oferecido por Kylen. Em vez disso, ergueu o olhar para ele. Seus olhos estavam vermelhos e inchados, e a forma como o encarava não carregava qualquer preocupação, mas sim um ódio muito mais profundo do que antes.

Ela trincou os dentes de repente. Lágrimas escorreram de seus olhos avermelhados, e sua voz soou rouca e amargurada pela contenção.

— Eu não estou preocupada com você. Só não quero ficar em dívida com você. Não quero dever absolutamente nada.

— Não importa o que eu faça, você nunca precisará se sentir em dívida comigo. — Kylen devolveu a colher à tigela e ergueu a mão para enxugar as lágrimas do rosto dela.

Assim que os dedos dele tocaram a pele de Alícia, ela reagiu como se tivesse sido eletrocutada, afastando a mão dele com um tapa brusco.

— É claro que eu não te devo nada!

Foi como se uma corda esticada ao limite entre os dois se rompesse de repente!

A mão de Kylen foi rechaçada, mas, aproveitando o movimento, ele agarrou a mão dela, envolvendo-a na sua. Dois de seus dedos se entrelaçaram nos dela, apertando com firmeza.

O olhar dele se fixou nos olhos dela. Suas íris escuras e profundas carregavam um tom frio e investigativo, enquanto sua voz soava áspera.

— O que você quer dizer com isso?

— Nós não assinamos os papéis do casamento. — A garganta de Alícia apertou, e suas pálpebras avermelhadas tremiam. — Foi porque você tinha medo de que eu me lembrasse do que aconteceu há cinco anos. Medo de que eu realmente me matasse, não é?

Há cinco anos!

As pupilas escuras de Kylen se contraíram bruscamente, e ele apertou a mão dela no mesmo instante. Imagens daquela ilha invadiram sua mente: ela pilotando a lancha em direção ao mar revolto sob a chuva, a embarcação virando, e ela desaparecendo nas águas.

Foi como se uma pequena rachadura surgisse no fundo de seus olhos, e, conforme sua respiração ofegava, a fenda se estilhaçava lentamente.

Com a voz embargada, ele a questionou:

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