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Adeus, Meu Ontem! romance Capítulo 412

No sopé da montanha, Kylen desceu do carro acompanhado de seus guarda-costas.

Ainda levaria algum tempo para que os helicópteros armados fossem mobilizados e chegassem até ali.

Mas Gustavo já havia levado Alícia para dentro da montanha.

A personalidade dela era do tipo que preferia a morte à desonra; ela jamais toleraria ser levada por Gustavo de braços cruzados.

Porém, e se, na tentativa de escapar das garras daquele homem, ela inventasse alguma artimanha para fugir bem debaixo do nariz dele? A trilha era íngreme e, ao menor descuido, ela poderia despencar do precipício.

No momento em que a imagem de quando ela fora sequestrada e despencara do penhasco passou num lampejo por sua mente, o rosto de Kylen pareceu ser coberto por uma camada de geada.

Durante o trajeto, ele já havia vestido uma jaqueta corta-vento e calçado botas de trilha. Colocou seus óculos de visão noturna, pegou um rifle e, enquanto enchia o carregador com munições, o som metálico e afiado da montagem da arma ecoou em suas mãos.

— Subir!

A lua voltou a se esconder atrás das nuvens. Camadas cada vez mais densas foram arrastadas pelo vento e, em pouco tempo, não havia nem um filete de luar que conseguisse perfurá-las.

O caminho na montanha tornou-se subitamente ainda mais traiçoeiro e difícil de trilhar.

Alícia já havia se acostumado gradualmente àquela trilha acidentada, mas fingia cautela ao pisar nas pedras, agindo como se cada passo fosse um suplício.

De repente, uma mão gelada agarrou o seu pulso, feito uma víbora dando o bote.

Ela tentou se soltar com força, mas o aperto tornou-se ainda mais implacável, com uma pressão que ameaçava esmagar os ossos do seu punho.

— Sra. Serra, no escuro, eu seguro sua mão. Se você realmente cair do penhasco, onde mais vou encontrar outra preciosidade tão valiosa para Kylen? — provocou Gustavo, prendendo o pulso dela sem demonstrar o menor esforço.

Aquela expressão soou nos ouvidos de Alícia com uma ironia amarga.

Mas no momento, ela não tinha a menor vontade de discutir com ele.

Enquanto Gustavo se recusasse a largá-la, ela não teria qualquer chance de escapar.

— Preciso fazer minhas necessidades — declarou ela, mantendo a expressão inalterada.

— Mulheres são só problema — murmurou um dos capangas de Gustavo, reclamando baixinho.

— Pode fazer aqui mesmo. Está escuro, afinal, ninguém vai conseguir ver nada — sugeriu Gustavo com naturalidade, sem dar muita importância enquanto soltava o pulso de Alícia.

Capítulo 412 1

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