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Adeus, Meu Ontem! romance Capítulo 41

Ao ver o acordo de divórcio rasgado ao meio, o olhar de Alícia vacilou, mas foi apenas por um instante antes de sua expressão voltar à frieza habitual.

Naquela calma aparente, seus olhos transmitiam uma determinação inabalável.

Ela guardou a caneta de volta na bolsa.

— Não tem problema. Amanhã de manhã peço para um motoboy entregar outra cópia no seu escritório. Só fique atento para receber.

Dito isso, a mão de Alícia tocou a maçaneta, pronta para empurrar a porta e sair do carro.

Kylen, recostado preguiçosamente no banco, manteve o olhar fixo no rosto de Alícia desde o momento em que pegou o documento até o instante em que o destruiu.

Ele apenas ergueu levemente os olhos. O motorista, captando o sinal pelo espelho retrovisor, entendeu de imediato e acionou a trava central.

As portas foram trancadas por dentro.

Alícia, ainda segurando a maçaneta com força, exclamou impaciente:

— Destrava!

Ela não estava gritando com o motorista, afinal, Vinicius era leal a Kylen. Enquanto o patrão não desse a ordem, Vinicius seria capaz de mantê-la presa naquele carro para sempre.

Ela se virou, fuzilando Kylen com um olhar gélido.

No segundo seguinte, porém, Kylen estendeu a mão, segurou-a pela nuca e a puxou para perto.

Com a súbita proximidade, Alícia sentiu o cheiro dele, uma mistura de cedro e tabaco. Ela tentou empurrá-lo com força, recusando-se a inalar aquele aroma que, no fundo, ainda a atraía.

Mas ela não conseguia mover Kylen nem um milímetro. Quanto mais ela empurrava, mais ele a apertava em seus braços.

Ela largou a bolsa, agarrou os antebraços de Kylen com as duas mãos e abriu a boca, pronta para mordê-lo.

Kylen, prevendo o movimento, mudou a tática: segurou os pulsos dela e os pressionou contra o encosto do banco, acima da cabeça.

Alícia ficou totalmente imobilizada entre o peito de Kylen e o assento.

— Que palavra? Divórcio? Você não quer ouvir, mas eu vou falar: divórcio, divórcio! Kylen, vamos nos divorciar!

Durante a reportagem que fizera mais cedo, o vento havia desarrumado o cabelo de Alícia, e o calor deixara suas bochechas coradas. A franja caía de forma desordenada sobre a testa, destacando o brilho intenso em seus olhos.

Teimosia, rebeldia, decisão e ressentimento, todas as emoções estavam expostas ali.

Kylen estreitou levemente os olhos, apertou os pulsos dela e baixou a cabeça rapidamente.

— Não me toque! — Alícia lutou desesperadamente, mas não conseguiu evitar o beijo.

Kylen forçou a abertura de seus lábios, invadindo com dominância. Quanto mais Alícia resistia, mais profundo o beijo se tornava.

Os dedos do homem acariciaram a nuca dela e, de repente, firmaram a pegada, forçando-a a erguer o rosto para recebê-lo.

O nariz dele pressionava o dela, macio. Kylen manteve os olhos entreabertos, observando os cantos avermelhados dos olhos de Alícia.

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