Um ronco grave e estrondoso ecoou.
Nesse instante, perto do cais, ouviu-se o som constante de diversos motores de carros se aproximando. Os faróis ofuscantes cortaram a neblina rala da margem do rio e iluminaram a área livre em frente à casa vermelha.
Gustavo estreitou os olhos, com o semblante de repente frio e sombrio:
— São os homens da Família Lourenço!
A respiração de Alícia falhou.
Kylen sabia que ela estava em perigo?
É claro. Ali por perto havia armazéns pertencentes a uma das empresas da Família Lourenço, os quais tinham sido interditados durante a investigação contra Kylen e liberados apenas uns dois dias atrás.
Não era à toa que eles haviam conseguido chegar ali em tão pouco tempo.
— Vamos!
Sob a ordem de Gustavo, os homens ao redor começaram a se mover rapidamente, embora a atenção deles estivesse claramente dispersa na direção dos veículos recém-chegados.
Enquanto o cano da arma cravava com força em suas costas e a empurrava para a frente, Alícia de repente pisou com toda a força no pé do capanga atrás dela.
— Ah!
No momento em que o sujeito sentiu a dor, ela se esquivou de lado, agarrou a mão dele que segurava a arma e a torceu bruscamente na direção oposta!
Em um mero piscar de olhos, ela conseguiu tomar o revólver da mão do capanga e apontar o cano diretamente para a cabeça de Gustavo!
— Não se movam!
Os homens de preto, que avançavam para impedi-la, congelaram como se alguém tivesse apertado o botão de pausa, sem ousar dar mais nenhum passo.
Inúmeros pares de olhos a encaravam de modo feroz e ameaçador.
Os carros se aproximavam cada vez mais, mas o sorriso continuava estampado no canto dos lábios de Gustavo.
— A princípio, eu não queria causar um alvoroço tão grande.
Alícia sentiu que havia algo de errado. De repente, quando os veículos alcançaram uma distância de uns cinquenta metros da casa vermelha, um barulho ensurdecedor rasgou o ar!
Os cinco carros capotaram e foram arremessados longe por explosivos plantados no subsolo. Outra detonação soou, e as carrocerias foram engolidas pelas chamas!
O brilho do fogo que dançava com o vento refletiu-se nos olhos de Alícia, iluminando o seu rosto que, num instante, ficara pálido como cera. Os olhos dela estavam vermelhos de fúria enquanto mantinha a arma firme contra a cabeça do líder criminoso!
Gustavo ergueu o queixo de leve, impassível tanto à explosão quanto à arma apontada para a sua testa.


VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Adeus, Meu Ontem!