Ela havia sido manipulada!
Tudo não passava de uma armadilha montada por Kylen!
Quando o segurança trouxe sua refeição, ela exigiu aos berros poder fazer uma ligação para Vinicius Costa.
— Onde está o antídoto? — disparou ela, assim que a chamada foi atendida.
— O Diretor Lourenço te entregará quando achar apropriado. — respondeu Vinicius, com a voz completamente monótona.
— Vocês estão mentindo para mim, não é?! — gritou Yolanda, com a voz esganiçada e rouca.
— Aquela postagem que me mostraram era falsa? Ele nunca desmentiu que não tem mais nada com a Alícia, não é mesmo?!
— Pense o que quiser. — respondeu Vinicius, com um tom ainda mais gelado, ignorando os questionamentos histéricos dela.
— Vinicius! — vociferou Yolanda, rangendo os dentes.
A única resposta do outro lado da linha foi o bipe incessante de chamada encerrada.
O guarda-costas tomou o celular de sua mão.
Ela despencou no chão, com a mente a mil por hora. Kylen armara tudo isso apenas para descobrir se ela tinha mesmo o antídoto. Mas agora que ele estava com o frasco, por que estava demorando tanto para lhe dar a dose?
Será que existia outra pessoa que também precisava da cura?
Aquela velha da Lívia já estava morta. Alícia engravidara, mas a criança acabara absorvendo o veneno por ela e não sobreviveu.
Sendo assim, não havia mais ninguém precisando do antídoto.
Yolanda fechou os olhos. Já se passara bastante tempo desde que o segurança havia lhe trazido o jantar.
O céu lá fora devia estar um breu.
Ela tocou a cicatriz no pulso, deixada pela vez em que tentara cortar as veias.
Lá dentro, havia um chip implantado. Um rastreador capaz de localizar sua posição exata.
Aquela pessoa, sem conseguir contato, certamente deduziria que algo havia dado errado. Eles estavam no mesmo barco, e ela detinha a chave para uma fortuna. Aquela pessoa jamais a abandonaria.
De repente, sentiu uma leve pontada no pulso. Imediatamente, um brilho gélido cruzou seu olhar.
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