A lua no horizonte foi encoberta pelas nuvens.
O quarto mergulhou na escuridão.
Kylen apertou o abraço, mantendo-a firmemente contra si. Ele afundou o rosto na lateral do pescoço dela, e seus lábios finos depositaram um beijo suave sobre a artéria pulsante.
Foi tão leve que Alícia, imersa no sono, não sentiu.
Ela havia tomado banho antes de dormir. No closet, as únicas opções de roupas de dormir eram camisolas. O tamanho e o comprimento eram perfeitos.
Porém, ao ser abraçada por Kylen daquele jeito, as duas alças finas deslizaram de seus ombros delicados até os braços.
Depois que seus olhos se acostumaram à escuridão, Kylen afastou o rosto do pescoço dela, e uma fragrância inebriante invadiu suas narinas.
Ele abaixou a cabeça, e a ponta do seu nariz roçou em uma maciez incrivelmente suave.
Quando Alícia se virou inconscientemente, aquela textura macia esbarrou em seus lábios.
O desejo que ele reprimira durante o dia todo era como a corda tensionada de um arco, que de repente arrebentou com um estalo!
...
Graças ao óleo essencial relaxante, Alícia teve um sono excepcionalmente profundo.
Contudo, durante os sonhos, ela sentiu momentos de falta de ar, como se estivesse se afogando, alternados com um calor reconfortante, como se estivesse encostada em um aquecedor.
Ao acordar, ela moveu a mão direita dolorida e sentou-se na cama. As cortinas do quarto estavam completamente fechadas, bloqueando qualquer raio de sol. No entanto, a luz da sala de estar estava acesa, separada por um biombo. A claridade era suave e não ofuscava, garantindo que o quarto não ficasse totalmente escuro sem atrapalhar seu sono.
Ela não sabia que horas eram.
Por instinto, virou-se para procurar o celular, apenas para lembrar que não o havia trazido.
Estava sozinha no quarto.
Alícia levantou-se. Ao colocar os pés no chão, a barra da camisola escorregou das coxas até as panturrilhas.
Ela caminhou até a janela e abriu as cortinas de vidro do teto ao chão.
Um farfalhar ecoou.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Adeus, Meu Ontem!