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Adeus, Meu Ontem! romance Capítulo 353

Alícia virou o rosto para olhar o mar pela janela do iate, sem a menor intenção de lhe dar atenção.

Observando seu perfil teimoso, Kylen afastou subitamente as pernas, puxando-a para o seu colo, e a forçou a segurar o leme com ambas as mãos.

— Kylen, o que você está fazendo?!

Assim que a voz de Alícia cessou, o iate de repente cortou as águas a uma velocidade avassaladora.

A força da inércia a jogou bruscamente para trás, fazendo-a cair sentada sobre as coxas de Kylen.

Ele aproveitou o movimento para envolver-lhe a cintura fina com um braço e sussurrou ao seu ouvido com uma voz grave e magnética:

— Segure firme, ou nós dois acabaremos no fundo do mar.

Mas Alícia não sabia absolutamente nada sobre pilotar um iate. Não tinha ideia de como direcioná-lo, muito menos de como aquela embarcação ganhara velocidade tão subitamente. Contudo, não restavam dúvidas de que aquilo era obra de Kylen.

Ela se recusava a acreditar que Kylen realmente não temesse a morte.

Com esse pensamento em mente, ela simplesmente se desvencilhou do domínio dele. O que ela não esperava era que Kylen também soltasse o leme.

E a velocidade do iate apenas continuava a aumentar.

O estrondo violento da água salgada e o uivo cortante do vento abafaram a palavra "Maníaco!" que Alícia deixou escapar.

Ela agarrou-se ao leme novamente e, no meio do tumulto do vento e das ondas, ouviu uma risada abafada de Kylen.

Ele a observava com um olhar profundo. Ao ver sua expressão séria, agarrada ao leme para salvar a própria vida, um lampejo de afeição surgiu nos olhos dele. Seus lábios finos roçaram suavemente os cabelos dela que voavam com o vento.

Alícia sentiu apenas o hálito quente do homem se aproximar e instintivamente esquivou-se para o lado.

No entanto, o braço em sua cintura apertou-se com mais força, impedindo qualquer tentativa de fuga.

Conforme o iate acelerava, rasgando o mar, Alícia sentiu de repente uma libertação arrebatadora invadir seu peito, algo que nunca havia experimentado antes, e aos poucos foi se esquecendo de onde estava.

Subitamente, o braço ao redor da sua cintura se contraiu ainda mais, e o queixo de Kylen apoiou-se na curva de seu pescoço.

— Está se divertindo?

A voz do homem caiu sobre ela como um balde de água fria.

O alívio de que ele não estava machucado a fez soltar um suspiro profundo.

— Você não poderia simplesmente usar as palavras? — Ela o repreendeu, incapaz de esconder a censura na voz.

O homem recolheu a mão com o rosto inexpressivo e respondeu com frieza:

— Você me chamou aqui só por causa dessa insignificância? Você sabe muito bem que é inconveniente para mim sair de onde estou. Não volte a me procurar por futilidades como essa no futuro!

Como assim "insignificância"?

— O Alcides é meu filho. Ele está apodrecendo em uma cela, sem saber se vai viver ou morrer, e eu vou tirá-lo de lá.

O homem pegou outra taça, serviu um pouco de vinho e respondeu com um tom indiferente e cruel:

— Você não sabe muito bem o que ele fez? E ainda quer que eu a ajude a salvá-lo?

— O fato de eu não ter arrancado uma das mãos dele já é sorte grande!

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