Entrar Via

Adeus, Meu Ontem! romance Capítulo 342

O barulho da pancadaria no corredor ficava cada vez mais violento.

O pensamento de ter sido abandonada por Kylen causou-lhe uma agitação emocional tão avassaladora que seus dedos começaram a tremer. Ela precisou apertar os cobertores com toda a força para se obrigar a manter a calma.

A maior prioridade agora era fugir dali.

Antes, além dos homens de Kylen, ela contava com os seus próprios guarda-costas, que já a protegiam desde o tempo em que estivera no exterior.

As identidades deles haviam sido apagadas de forma impecável; nem mesmo Kylen seria capaz de desvendar seus rastros.

— Traga a cadeira de rodas! — ela ordenou, atirando um olhar gélido à babá que estava pálida de terror.

Criatura imprestável. Como ousara esconder algo assim dela?!

— Si... sim, Sra. Arantes — a babá estremeceu da cabeça aos pés, balbuciando.

— Estou no hospital da Família Lourenço — enquanto a babá tropeçava em direção à cadeira de rodas, Yolanda puxou o celular e telefonou para Miguel Arantes.

— O que foi agora? Está querendo que eu vá te visitar? — do outro lado da linha, Miguel havia sido despertado pela ligação e já fervia de indignação; ao ouvir aquilo, rosnou de forma gélida.

— Se não quiser que todos os seus podres venham a público, mande um carro para me dar cobertura agora mesmo! — um brilho impiedoso cruzou o rosto de Yolanda.

A sonolência de Miguel se dissipou num piscar de olhos, enquanto o ódio entalava na garganta.

Pouco tempo antes, ele havia tentado convidar Kylen para um jantar. Pretendia pleitear uma parceria com o recém-lançado e gigantesco projeto do Grupo Financeiro Lourenço, onde lucraria na casa dos bilhões — a oportunidade de uma vida.

Ele pedira a Yolanda que fizesse a ponte, mas aquela vadiazinha fracassara miseravelmente.

Em resposta, ele ameaçara destruir as cinzas e o túmulo da mãe dela. Porém, em vez de ceder, a filha usara contra ele o escândalo de anos atrás, quando ele atirara a própria mulher na cama de Jackson.

Se não fosse pelo fato de que ela salvara Kylen num acidente de carro e ainda tinha certa influência sobre ele, ele já a teria estrangulado com as próprias mãos havia muito tempo!

Quem diria... As fofocas circulavam louvando seu prestígio, mas, no fim das contas, ela não era um zero à esquerda para Kylen. Não lhe rendera proveito nenhum. Aquela imprestável!

No andar de baixo da ala de internação, a babá corria que nem louca, empurrando a cadeira de Yolanda através do saguão. O guarda pessoal cobria a retaguarda, abrindo fogo contra os capangas da Família Simões.

Hélder, que havia recebido o informe do ataque, disparara a partir da Baía Azul Serena para coordenar a operação, mas acabou emboscado na entrada lateral do hospital por vários veículos.

Num solavanco, ele abriu a porta e desceu. Mas, para seu infortúnio, quem desceu de um dos carros bloqueadores não era outro senão Vinicius.

— Puta merda! O que diabos você quer agora?! — Hélder praguejou ruidosamente.

Eles tinham acabado de sair no soco na Baía Azul Serena! Como é que aquele encosto tinha o seguido até ali? Que alma penada chata dos infernos!

Igualzinho a Kylen: era só farejar a presa e não largava o osso!

— Eu vou logo avisando, quando o J se recuperar dos ferimentos, você vai desejar nunca ter nascido! — ameaçou Hélder, erguendo as mãos em guarda ao ver Vinicius avançar a passos lentos e pesados contra ele sob a luz fraca da rua.

Da última vez, ele tinha certeza de que essa corja havia lutado de forma desleal, num cerco covarde contra o coitado do J!

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Adeus, Meu Ontem!