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Adeus, Meu Ontem! romance Capítulo 334

— Levem-na para a sala de emergência, rápido!

— Sra. Arantes!

O novo vômito de sangue de Yolanda lançou a sala de repouso em um estado de completo caos.

O sangue escorria gota a gota por entre os dedos de Yolanda, que cobria a boca.

Seu rosto estava pálido como a morte. O vermelho vivo do sangue espalhava-se de forma grotesca ao redor de seus lábios, e seus olhos estavam anormalmente vermelhos, não se sabia se pela dor ou pelo ressentimento, fazendo-a parecer um espírito vingativo que acabara de rastejar do inferno.

O veneno causava espasmos e tremores em seu corpo. Após vomitar sangue consecutivamente, ela finalmente não resistiu e desabou na cama.

O mundo girava e sua consciência tornava-se cada vez mais turva. Ela olhou para o homem parado na porta, indiferente e com uma aura gélida. Seu coração se apertou em espasmos de dor, e o frio cortante fez com que ela começasse a perceber algo vagamente.

Quando a equipe médica empurrou a maca rapidamente, passando ao lado de Kylen, ela tentou segurar a mão dele.

Kylen...

Você não consegue ver o quanto estou sofrendo?

Por que você não vem me ver?

Por que me olha com esses olhos tão frios?

Eu só queria que você se importasse mais comigo.

Eu te amo tanto...

Ela ergueu a mão pálida e manchada de sangue. Com a consciência se esvaindo, seu braço caiu sem força. As pontas dos dedos roçaram em algo, e ela fechou os dedos abruptamente.

Mas a palma da mão estava vazia, não havia agarrado nada.

Apenas a dor aguda de suas unhas cravando na própria pele.

Yolanda abriu os olhos subitamente. A luz ofuscante da sala de emergência acima de sua cabeça a deixou tonta no meio do redemoinho que era o ambiente, forçando-a a fechar os olhos por instinto. E, ao fechá-los, ela mergulhou em um sono profundo.

...

O tempo passava, minuto a minuto.

Kylen não estava na porta da sala de emergência, mas sim do lado de fora daquele quarto de terapia intensiva especial no último andar.

Aqueles olhos mostravam uma expressão completamente diferente da que ele tinha ao observar o pequeno no monitor; agora, estavam frios como se estivessem cobertos de geada.

O médico respondeu com dificuldade: — Já isolamos a toxina no sangue, mas nunca vimos esse tipo de veneno antes e não sabemos se há um antídoto.

— Já enviei os dados para outros especialistas, espero obter uma resposta dos nossos colegas no menor tempo possível.

Não há cura?

Os olhos escuros de Kylen tornaram-se densos como tinta pura. As mãos pendidas ao lado do corpo fecharam-se lentamente, e as articulações estalaram com um som abafado.

...

Quando Yolanda abriu os olhos novamente, ela já estava no quarto do hospital.

Seus dedos estavam conectados ao monitor cardíaco ao lado da cama.

A luz no quarto era tênue, e as pesadas cortinas fechadas impediam que ela soubesse se era madrugada ou se já havia amanhecido.

Além do som rítmico dos aparelhos, reinava um silêncio mortal no quarto, como se ela já estivesse morta.

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